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SÃO PAULO – A BM&FBovespa começará na próxima segunda-feira (1º) a transação do contrato futuro do índice norte-americano S&P 500 – o primeiro do tipo negociado no País. O contrato terá na liquidação financeira referência no contrato futuro desse índice, listado no CME Group (Bolsa de Chicago). O S&P 500 agrupa as 500 ações mais líquidas do das bolsas dos Estados Unidos e é usado como termômetro para o mercado acionário do país.
O BTG Pactual, Getco e Virtu foram as instituições selecionadas pela bolsa para atuarem como Formadores de Mercado, pelo período de um ano. Diferente do Ibovespa – que tem transação bimestral de seus contratos futuros – os do S&P serão negociados a cada trimestre, com vencimentos para os meses de março, junho, setembro e dezembro. O índice será operado sob o código ISP, durante o horário de Brasília de 9h às 17h30, na plataforma Puma Trading System.
Cada contrato tem sua cotação em pontos do índice, sendo que o tamanho estabelecido para cada um é o resultado da multiplicação do Futuro do S&P 500 negociado em pontos pelo valor em dólar de cada ponto (1 ponto = US$50).
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Segundo a bolsa, a variação mínima para cada contrato é de 0,25 ponto do índice e o preço de ajuste diário será apurado de acordo com critérios disponíveis no site da empresa. A oscilação máxima diária permitida é de 10%, seja para mais ou para menos, que será aplicada sobre o fechamento do dia anterior.
O limite de posições em aberto por participante é de até 20% das posições em aberto por vencimento ou 5 mil contratos, prevalecendo sempre a maior entre as duas possibilidades. O contrato vencerá na terceira sexta-feira do mês de vencimento, que é a mesma data do vencimento no CME. O primeiro vencimento disponível para negociação é dezembro deste ano. A liquidação do novo contrato, em reais, será apurada pela taxa de câmbio referencial das 16h, calculada pela bolsa.
Conforme diz a bolsa, o lançamento de novo contrato futuro faz parte do acordo para promover a listagem cruzada de contratos derivativos entre a companhia e o CME Group. “A bolsa tem como objetivo ampliar o portfólio de produtos estrangeiros com liquidez e facilitar o acesso dos investidores brasileiros a um índice de referência do mercado norte-americano no Brasil. E também pretende promover a diversificação de ferramentas paraas estratégias dos investidores globais, como a arbitragem praticada nos dois mercados”, declarou a BM&FBovespa.