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BM&FBovespa avaliará Cetip, siderúrgicas podem ter semana decisiva, BTG e mais 10 no radar

Também em destaque, o Cade aprovou sem restrições a venda do negócio de fabricação e venda de cosméticos da Hypermarcas da Coty, assim como a venda da Topper e Rainha para a Sforza

Por  Lara Rizério

SÃO PAULO – Se o dia promete ser movimentado na política, com definições sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o noticiário corporativo não fica atrás na sessão desta segunda-feira (7). 

Em destaque, o Banco BTG Pactual (BBTG11) e o BTG Pactual Participations esclareceram, a respeito de notícias veiculadas na imprensa, que recentemente têm sido procurados por interessados em diversos dos seus ativos, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No documento, o banco confirma que está considerando oportunidades de negócios, podendo, se for conveniente, vender parte dos seus ativos.

Ainda no comunicado, o banco confirmou que as eventuais transações podem envolver a venda de participações societárias nas seguintes sociedades: BSI, Recovery, Leader, UOL, BodyTech, BR Properties e Bravante, entre outros.

Na sexta-feira, a Fitch cortou a nota de crédito de BTG Pactual (BBTG11) de “BBB-” para “BB-” e manteve a perspectiva negativa atribuída ao rating, o que pode indicar novos cortes nos próximos meses.

O rating do banco foi cortado em dois degraus para patamar considerado especulativo, citando a deterioração da posição de liquidez do banco e os riscos causados pela prisão do ex-presidente da instituição André Esteves. 

BM&FBovespa e Cetip
Em resposta à rejeição da Cetip (CTIP3) da oferta para a compra da maior central depositária de títulos da América Latina por R$ 39,00 por ação, a BM&FBovespa (BVMF3) informou que o Conselho vai avaliar a resposta da empresa.

“O primeiro posicionamento da CETIP sobre a proposta da Bolsa marca um passo importante, já que agora as partes partem para negociações formais. A expectativa é que a Bolsa contrate uma instituição financeira para realizar um parecer, a “fairness opinion”. Com isso, as discussões devem prosseguir até um acordo sobre o preço”, afirmou a BM&FBovespa.

Hypermarcas
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a venda do negócio de fabricação e venda de cosméticos da Hypermarcas (HYPE3) para a francesa Coty, segundo parecer publicado nesta segunda-feira.

A operação de 3,8 bilhões de reais havia sido anunciada no início de novembro, dentro dos esforços da Hypermarcas de reduzir seu endividamento e se concentrar na área farmacêutica.

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O negócio inclui marcas como Bozzano, Biocolor, Monange, Risqué, Paixão e Cenoura & Bronze, dentre outras. A transação não envolve os produtos descartáveis, como Jontex, e de cuidados infantis, como as marcas Pom Pom e Sapeca, nem de dermocosméticos. 

O Cade concluiu que a transação implica sobreposições horizontais reduzidas e que “não levanta preocupações sob o enfoque concorrencial”.

A Hypermarcas informou ainda em comunicado que, conforme fato relevante divulgado em 07 de maio de 2015 e reunião do Conselho de Administração realizada nesta data, finalizou recentemente a análise das alternativas para seu negócio de Produtos Descartáveis e, em linha com a estratégia de alienação do negócio de cosméticos à Coty, decidiu não manter estes ativos no portfólio da Companhia, podendo para tanto aliená-los ou buscar outra estrutura para segregação dos mesmos.

“Esta decisão busca otimizar a atuação da Companhia nos mercados-foco de saúde e bemestar, bem como permitir a melhor compreensão do valor dos diferentes negócios da Companhia e, consequentemente, do valor da Companhia como um todo. A Companhia, no interesse de seus acionistas, somente voltará a comentar esse assunto caso resulte na concretização de alguma das referidas alternativas”, informou a companhia.

A empresa ainda informou a aprovação do programa de recompra de ações, sem redução do capital social, para serem mantidas em tesouraria, canceladas e/ou posterior alienação. O prazo máximo para a realização das recompras no âmbito do Programa de Recompra é de até 18 meses, com início em 07 de dezembro de 2015 e término em 07 de junho de 2016 e será de até 1,34% do total de papéis de emissão da companhia. 

Alpargatas
Alpargatas (ALPA4) teve aval do Cade à venda de Topper/Rainha para a Sforza. A operação foi aprovada sem restrições, segundo ato do Cade publicado no Diário Oficial. A operação envolve separação e venda da totalidade das ações da Alpargatas relacionadas às marcas Topper e Rainha, segundo documento do Cade.

Os compradores das marcas são Carlos Roberto Wizard Martins, Charles Pimentel Martins, Priscila Roberta Martins Bertani, Thais Michele Martins Fernandes e Leonardo Costa Chamsin, reunidos no Grupo Sforza.

Cesp
As ações da Cesp (CESP6) foram elevadas de underperform (desempenho abaixo da média) para outperform (desempenho acima da média) pelo Itaú BBA.

Santos Brasil
A Santos Brasil (STBP11) foi rebaixada de manutenção para underperform pelo Santander. O preço-alvo é de R$ 12,00 por ação.

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Siderúrgicas
Uma notícia pode mexer com as ações da CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) hoje. De acordo com informações do jornal Valor Econômico de hoje, a tarifa de importação do aço pode ser definida esta semana pelo governo. 

OGPar
A OGpar (OGXP3) informou que o debenturista suspendeu e remarcou assembleia com o objetivo de deliberar sobre eventual prorrogação do prazo do “Instrumento Particular de Compromisso de Não Fazer”, celebrado em 14 de maio de 2015, entre a OGX, a OGPar e a Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. “A assembleia foi remarcada para 18 de Dezembro de 2015, às 11 horas, no mesmo local, quando serão deliberadas as matérias constantes da Ordem do dia, tendo em vista negociações em curso acerca da venda das ações da Parnaíba Gás Natural detidas pela OGX”, afirmou em comunicado.

Oi
Segundo informações do jornal Valor Econômico, o TCU (Tribunal de Contas da União) 
impediu a anulação de quase R$ 1,2 bilhão em multas à operadora. “O ministro Bruno Dantas acolheu representação da técnicos do TCU que pedia a interrupção do TAC e apontava nove indícios de irregularidades no acordo, que estava previsto para ser analisado pela diretoria da Anatel na quinta-feira, mas foi retirado de pauta”, destaca o jornal. 

Via Varejo
A varejista de móveis e eletroeletrônicos Via Varejo (VVAR11), dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, informou nesta segunda-feira ter fechado aditamento de contrato com o Bradesco para pagamento de 550 milhões de reais pelo banco à companhia a título de antecipação de comissões.

O montante poderá ser compensado pelas comissões a serem pagas pelo Bradesco à Via Varejo nos próximos nove anos, segundo fato relevante. O aditamento do contrato também prevê pagamento de R$ 153,7 milhões a título de remunerações adicionais previstas nos contratos.

Even
A Even (EVEN3) aprovou a recompra de 5% das ações em um período de até 18 meses, conforme informou em comunicado ao mercado.

 Tecnisa
A Tecnica (TCSA3) informou que o seu acionista controlador aumenta a fatia na companhia para 60,10% das ações ordinárias. 

 Sweet Cosmetics
A Sweet Cosmetics (SWET3) informou que o Conselho de Administração aprovou o cancelamento do aumento de capital, em meio às atuais flutuações de moeda no mercado brasileiro e o atual cenário politico brasileiro.

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A companhia informou que confirma seu compromisso em continuar buscando novas oportunidades de investimento dentro e fora da indústria de cosméticos e que está em processo de avaliação de vários alvos de aquisição.

(Com Reuters e Agência Estado)

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