BM&F Bovespa: “variedade de ETFs no mercado doméstico pode e deve aumentar”

Diretor de renda variável da BM&F Bovespa avalia que o número de ETFs no País ainda deve crescer, em comparação com o exterior

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SÃO PAULO – Atualmente, a BM&F Bovespa possui sete opções de ETFs (Exchange Traded Funs). O número ainda é baixo, se comparado com os fundos de indices existentes no exterior. Mas, segundo o diretor de renda variável da BM&F Bovespa, Julio Ziegelmann, a variedade de ETFs no mercado doméstico pode e deve aumentar nos próximos anos.

Entre as atuais opções, o BOVA11, fundo de índice que acompanha a carteira teórica do Ibovespa, é o que possui a maior liquidez dentre os fundos de índices nacionais. Apenas em agosto de 2010, o BOVA11 foi responsável por R$ 508,2 milhões do total de R$ 598 milhões negociados com ETFs na bolsa paulista.

Já o fundo de índice mais antigo, o PIBB11, representa mais  uma alternativa de diversificação, uma vez que tem como referência o IBrX-50, um índice que simula uma carteira com 50 empresas altamente líquidas e ponderadas pelo seu valor de mercado. O IBrX-100 é referência para o fundo BRAX11.

Outras opções
O MILA11, por sua vez, espelha o índice MidLarge Caps da bolsa paulista, que é composto por empresas de médio a grande portes, enquanto que o SMAL11 é voltado para o índice composto por empresas de menor tamanho listadas na BM&F Bovespa.

Além destas opções, existem também os fundos de índices setoriais. O MOBI11 é espelhado no índice que engloba as principais empresas do setor imobiliário na bolsa paulista, enquanto que o CSMO11 tem como referência o índice de empresas do setor de consumo.

Os ETFs BRAX11, CSMO11 e MOBI11 foram criados em 2010 e tiveram o início de seus negócios em 23 de fevereiro deste ano. Dos sete fundos de índices disponíveis atualmente, seis são geridos pela BlackRock Brasil, sendo que apenas o PIBB11 possui o Banco Itaú Unibanco como gestor.

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Novos ETFs
Segundo Ziegelmann, um novo fundo de índice pode ser criado pela BM&F Bovespa conforme a demanda do mercado. De acordo com ele, quando a bolsa é procurada por um gestor de fundos demonstrando a vontade de criar no novo ETF, imediatamente as possibilidades são estudadas e, então, será aberta a concorrência para definir quem irá gerir o ETF.

“Só temos sete fundos de índices na BM&F Bovespa. É muito pouco ainda, se compararmos com outros países. Devemos crescer muito ao longo dos próximos anos”, argumentou Ziegelmann.

Até outubro deste ano, a BM&F Bovespa pretende estreiar no mercado o ETF do setor financeiro, o Ifinanceiro. Nele estarão contidas as ações de bancos, financeiras, gestores de recursos, empresas de leasing, processadoras de cartões de crédito e seguradoras. O Ifinanceiro foi criado em janeiro deste ano e teve o Itaú escolhido como gestor.