Blue chips ligadas a commodities empurram Ibovespa para baixo

Cotações do petróleo e de metais caem no mercado internacional e bolsa brasileira sente correção das ações em Xangai

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SÃO PAULO – As ações de empresas produtoras de commodities sofrem desvalorização acentuada, atormentadas pela queda forte dos preços de metais e do petróleo no mercado internacional. O comportamento é fundamental para explicar a baixa de 2% do Ibovespa, dada a representatividade do setor no índice paulista.

Os papéis da Petrobras (PETR3, PETR4) tomam a dianteira: os ON caem 3,7%, enquanto os PN perdem 2,8%. Na mesma ordem os da Vale (VALE3, VALE5) declinam 3% e 2,5%. Já as ações das siderúrgicas Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) descem 2,4%, 2,8% e 1,9%, respectivamente.

O mais dramático dos recuos entre as matérias-primas é o do petróleo. A queda de mais de 3% faz o produto perder o patamar dos US$ 65 o barril em Londres e Nova York. Isso porque, após sete quedas consecutivas, os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 5,1 milhões de barris; e os analistas esperavam nova baixa.

No caso da Vale, vale citar a ansiedade em torno da divulgação dos resultados do segundo trimestre, após o fechamento do pregão. Preocupada com o setor siderúrgico, a agência de classificação de risco Moody’s revisou grande parte dos ratings atribuídos à Usiminas, mantendo algumas notas inalteradas e rebaixando outras. Já a perspectiva para todos os ratings mudou de “estável” para “negativa”.

Efeito China

O clima negativo instaurado em atores importantes da pauta de exportação brasileira também reflete a correção expressiva da bolsa chinesa. O principal índice de Xangai sofreu revés de 5% nesta sessão de realização de lucro. O Shangai Composite ainda acumula valorização de 79,4% e recentemente foi palco do maior IPO (oferta inicial pública de ações) do ano: a construtora China State Construction Engineering levantou US$ 7,2 bilhões.

A demanda pode não estar correspondendo à euforia. Segundo a siderúrgica japonesa Sumitomo Metal Mining, as importações da China estão se enfraquecendo após o recorde de compras ter elevado os inventários domésticos. O PIB (Produto Interno Bruto) chinês mostrou crescimento de 7,9% no decorrer do segundo trimestre, ante o avanço de 6,1% relatado nos três meses iniciais do ano.

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Para a unidade de análise da revista The Economist, a contínua aceleração da economia do país asiático pode levar a uma crise no setor bancário em 2010, pressionado para lidar com a constante demanda por avanços na concessão de crédito.