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SÃO PAULO – Com a violência das cidades muitas pessoas optam por blindar seus carros, como uma forma de garantir mais segurança. O crescimento da economia e o aumento da renda dos brasileiros, fez com que mais pessoas procurassem esse serviço, mas, como em outros casos, é necessário ter atenção e cuidado para não ser enganado por empresas clandestinas.
Segundo o vice-presidente da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), Fifo Anspach, a média de preço cobrada para blindar o carro é de R$ 53 mil, podendo variar de R$ 35 mil a R$ 70 mil, de acordo com o local onde é feito o serviço.
O custo não é barato e, por isso, exige do consumidor certos cuidados para escolher a empresa, para garantir que a blindagem dará realmente a segurança necessária ao usuário.
Cuidados
Antes de decidir onde blindar o veículo, o interessado deve verificar a quanto tempo a empresa está no mercado, e exigir que mostre seu Certificado de Registro no Exército. Sem este documento, a empresa não pode atuar no segmento, já que o carro blindado integra a lista de produtos controlados.
O site da Abrablin lista as empresas que, além do certificado do exército, possuem um outro da própria associação. “Todas as que estão no site são confiáveis, o que não quer dizer que as que não estão não sejam sérias”, afirma Anspach, ressaltando que no site há apenas as blindadoras com o certificado da Abrablin, e que o fato de uma não possuir a certificação não significa que não seja de confiança.
Além desses cuidados, o consumidor também deve verificar se a empresa possui o Selo Membership e o certificado do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Também não se deve contentar em apenas conhecer o show room da blindadora, mas sim, visitar o local onde o serviço é feito.
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Desvalorização do carro
O nível de blindagem deve ser escolhido de acordo com a necessidade de segurança, mas deve-se levar em conta a possível desvalorização do veículo, já que níveis não usuais costumam ter depreciação maior do que os mais utilizados.
É importante certificar-se que a blindagem será feita tanto na parte transparente (vidros) como nas áreas opacas, de forma que toda a cabine esteja protegida. O exército proíbe a blindagem parcial.
Ao receber de volta o veículo, o proprietário deve verificar o Termo de Responsabilidade e certificar-se de que os materiais usados, como vidro e aço, têm o nível de segurança pelo qual optou.
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O recomendado é que, durante o processo de escolha da empresa, o consumidor realize esses procedimentos com, no mínimo, duas blindadoras. Pode ser trabalhoso, mas com os devidos cuidados, pode-se evitar a armadilha de pagar sem obter a segurança desejada.