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SÃO PAULO – Com preço tido como alto para grande parte dos brasileiros – algo que varia de R$ 40 mil a R$ 60 mil – a blindagem automotiva conseguiu uma alternativa para garantir o acesso de mais clientes à superproteção dos autos: o parcelamento. Conforme a Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), com o barateamento do crédito foi possível garantir verdadeiros financiamentos, com prazo de até 72 meses, para o pagamento.
“Literalmente pegamos carona no aumento das vendas de veículos, motivado pelo maior nível de empréstimo para a compra, e a indústria conseguiu oferecer essa modalidade”, explicou o presidente da entidade, Christian Conde. Mas a oferta desse prazo para quitação do débito só é possível quando o auto também é comprado por meio de financiamento, quando é firmado um acordo entre concessionária e empresa de blindagem.
Em números
A associação não possui informações detalhadas sobre o número de serviços prestados de forma diferenciada e nem quanto eles representam no mercado como um todo. De qualquer maneira, o fato é que cada vez mais pessoas optam por essa forma de garantir mais segurança em seus percursos de carro. A taxa mensal de juro varia de 1,5% a 2%.
Estima-se que o Brasil tenha hoje mais de 32 mil (produção de 1995 a 2006) autos superprotegidos. Em 2006, foram blindados 3.622 veículos, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior (3.206).
Para a classe média
Para fisgar a classe média, a HPC Blindados lançou no início deste mês o tipo de proteção IIA, com menor capacidade de absorção de tiros. O revestimento garante proteção até armas nove milímetros, normalmente encontradas nas cidades, é indicado para locais onde a violência ainda não atinge proporções muito altas: interior de São Paulo, Belo Horizonte (Minas Gerais), Recife (Pernambuco), Fortaleza (Ceará), etc.
O serviço custa R$ 28 mil e, além do parcelamento em até 72 vezes, é possível pagar metade do valor no momento pedido e os outros 50% no dia da entrega.
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Conforme a Abrablin, praticamente 90% dos carros blindados possuem tecnologia IIIA, mais potente que a IIA e que absorve disparos até de uma Magnum 44.