Publicidade
SÃO PAULO – A gestora de recursos BlackRock divulgou na segunda-feira (21) levantamento dos erros e acertos em suas previsões feitas no final do ano passado para 2009. No geral, segundo avaliação de Bob Doll, vice-presidente e CIO (Chief Investment Officer) da companhia, “as previsões se provaram uma boa representação de como o ano transcorreu”.
No final do ano passado, a gestora acreditava que o debate central na área de investimentos ficaria entre deflação induzida por endividamento ou reflação induzida por políticas econômicas, e que esta última era a mais provável de se concretizar.
Por isso, 2009 deveria ser marcado por crescimento real negativo, crescimento nominal fraco e enfraquecimento dos lucros corporativos. A gestora também previa uma volta aos ativos de risco – com um ano positivo, ainda que volátil, para o mercado de capitais -, além de commodities voltando a ser negociadas em alta mais para o final do ano.
O cenário ainda previa bom desempenho dos EUA frente à Europa, e “mercados emergentes em alta na comparação com os desenvolvidos”.
Entre fatos mais pontuais, a equipe de Bob Doll previu inflação ao redor de zero durante o ano para a maioria dos países desenvolvidos, ganho de dois dígitos nas bolsas americanas, preços do petróleo voltando a ter altas e o déficit norte-americano ultrapassando US$ 1 trilhão (vale ressaltar que o endividamento dos EUA está quase atingindo a marca de US$ 1,5 trilhão).
Portanto, no balanço, “foi um ano muito forte em termos da precisão de nossas previsões”, declarou Bob Doll. Os palpites para 2010 estão em desenvolvimento e devem ser divulgados na próxima semana.