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Exchange indiana sobrevive mesmo após proibição do Banco Central

Clientes podem depositar rúpias para as suas contas na corretora sem a necessidade de um banco ou um cartão de crédito.

Moedas Digitais
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Reguladores indianos, responsáveis por fiscalizar empresas e projetos envolvidos com criptomoedas, estão forçando a Unocoin, startup de negociação de criptomoedas, a experimentar stablecoins e ATMs (caixas eletrônicos) para continuar a receber depósitos de moedas fiduciárias de seus clientes.

Na matéria reportada pela Coindesk, Sunny Ray, cofundador da Unocoin, reportou que sua empresa não vem conseguindo transacionar com seus 1.3 milhões de clientes por canais bancários convencionais há vários meses, após o banco central da Índia, Reserve Bank of India (RBI), ter proibido em abril bancos de se envolver com criptomoedas ou com empresas envolvidas com o ativo.

Recentemente, a Unocoin inseriu um caixa eletrônico em um shopping de Bangalore, onde clientes podem depositar rúpias para as suas contas na corretora sem a necessidade de um banco ou um cartão de crédito. Nas próximas semanas, a empresa pretende abrir mais alguns caixas eletrônicos em Mumbai e Délhi.

Além disso, alguns usuários estão convertendo rapidamente suas rúpias para a o TrueUSD, token baseado na rede ethereum, no qual a Unocoin começou a dar suporte em agosto, e então a usando para comprar bitcoin ou outras criptomoedas quando o preço lhes parece conveniente. Conhecida como uma stablecoin, a TrueUSD foi desenvolvida para manter paridade com o dólar americano.

Para clientes fora de Bangalore, o suporte a stablecoins pode prover uma forma indireta de adicionar ou manter o valor de suas aplicações na Unocoin sem que sofram com a volatilidade já conhecida das criptomoedas. No entanto, o volume diário de transações ainda é inferior a alguns milhares de TUSD.

“Nós nunca consideramos isso antes” disse Ray. “Isso é mais como uma solução momentânea. Não é uma solução definitiva para tudo.”

Enquanto a Unocoin estuda a possibilidade de instalar mais caixas eletrônicos, Ray afirmou que sua equipe também está procurando expandir para Malta e Canadá, caso a operação na Índia se torne inviável, ao mesmo tempo em que também exploram a possibilidade de listar diversas stablecoins em sua corretora.

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Há uma batalha legal em curso para derrubar a proibição anteriormente feita pelo RBI, mas até o momento não gerou nenhum resultado. Enquanto isso, a proibição vem causando um impacto desastroso na comunidade de criptomoedas indiana, tendo a Zebpay, popular corretora de criptomoedas indiana, se vendo obrigada a encerrar sua operação no fim do mês passado.

Como Kashif Raza, co-fundador da Crypto Kanoon, startup indiana de notícias regulatórias, disse à CoinDesk:

“A comunidade de criptomoedas está sofrendo com essa proibição, pois houve casos onde contas bancárias de indivíduos foram fechadas no momento em que foi descoberto que os mesmos estavam lidando com criptomoedas.”

A punição tem sido tão severa que Raza afirma que foi criado um equívoco na Índia, onde as pessoas acreditam que o bitcoin em si é proibido, mesmo que essa proibição se aplique apenas à entidades administradas pelo RBI.

"Do ponto de vista regulatório, não houve qualquer clareza real sobre o assunto", disse Ray. "Nós como empresa estamos trabalhando em algumas possíveis soluções".

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