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O que está acontecendo? Bitcoin afunda 20% no Brasil, enquanto cai apenas 5% no exterior

Criptomoeda saiu da casa de R$ 65 mil para R$ 50 mil em poucas horas, enquanto no exterior segue em torno dos US$ 16 mil desde ontem

Bitcoin
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Desde a noite de quarta-feira (20), os investidores brasileiros de bitcoin estão tentando entender o que ocorre com a criptomoeda, que deu início a uma forte queda, entre 20% e 25%, saindo da casa de R$ 65 mil para os R$ 50 mil em poucas horas. A surpresa é que, no exterior, a queda do bitcoin está entre 4% e 7%, com a moeda oscilando na casa de US$ 16 mil.

Apesar deste ser um mercado realmente volátil e que muitas vezes não há uma explicação tão clara, umas das justificativas para este movimento no Brasil pode estar no que aconteceu no exterior dias antes. Diante disso, o que estamos vendo seria apenas uma correção.

Ontem, a Coinbase, uma das maiores exchanges do mundo, anunciou que passou a aceitar o Bitcoin Cash - uma criptomoeda surgida da divisão do Bitcoin. Esta notícia acabou levando esta moeda a disparar cerca de 80%, enquanto o Bitcoin caiu com investidores "trocando" de posição nos dois ativos em busca de maiores ganhos.

O movimento em si teve início ainda antes do anúncio, o que está levando a questionamentos do mercado sobre um possível insider trading. A questão é que enquanto tudo isso acontecia no exterior, o Bitcoin no Brasil não teve uma queda expressiva, se mantendo acima dos R$ 60 mil.

Segundo Nickolas Goline, professor do InfoMoney e fundador da Mineirama, isso levou o ágio - diferença de preço do bitcoin em dólares e reais - para cerca de 20%. "O que estamos vendo agora é uma correção natural do preço. Neste momento estamos até com o ágio negativo, mas isso é questão do mercado se ajustando", explica.

O Brasil sempre teve esta diferença maior da cotação do Bitcoin em relação ao exterior, por conta, principalmente, da questão de oferta e demanda da criptomoeda no País. A questão é que o movimento acentuado de queda nos últimos dias - que ainda se mantém - e que não foi acompanhado pelo mercado brasileiro, precisou ser corrigido em algum momento.

Vale destacar também que é difícil até chamar este movimento de uma correção de verdade diante do forte rali da criptomoeda. O Bitcoin caminha para encerrar 2017 com uma valorização de mais de 1700% - o que justifica ainda mais movimentos de queda como esse.

 

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