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Passou o susto: mercado vê que China não é "tão importante" e Bitcoin volta a disparar

Criptomoeda já subiu cerca de US$ 1.000 desde sua mínima na semana passada e já volta para níveis superiores a US$ 4.000

Bitcoin
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Após duas semanas de muito sofrimento, o Bitcoin começa a recuperar seu valor conforme os investidores se acalmam e passam a entender a realidade da moeda. Durante a tarde desta segunda-feira (18), o preço chegou a US$ 3.964, recuperando cerca de 34% da sua mínima de US$ 2.951 atingida na semana passada, quase US$ 1.000.

Apenas na semana passada, a criptomoeda perdeu 14,7% de valor, estendendo as quedas do início do mês após chegar a superar o nível de US$ 5.000. O principal fator da queda de setembro se deu pelas notícias de que a China proibiu a realização de ICOs e também dos boatos de que o país iria fechar as exchanges locais.

Especialistas apontam que a recuperação se dá conforme os investidores percebem que a China não domina realmente o mercado, já que sua participação caiu bastante e já não é tão grande em relação ao tamanho do mercado da moeda.

"O mercado está percebendo que realmente não importa o que acontece na China, as bolsas locais já não dominam a atividade de negociação e a liquidez mais madura dos players institucionais no Japão, na Coreia do Sul e na Europa está dando um impulso ao próximo bull market", disse Aurelien Menant, fundador e CEO exchange de Hong Kong, Gatecoin, para a CNBC.

"Também é importante lembrar que a repressão na China visava as atividades das trocas locais por não cumprir o ambiente regulatório financeiro chinês e não com uma repressão às tecnologias bitcoin e blockchain", completou o especialista.

 

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