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Bitcoin é o novo ouro, diz Forbes: moeda é a queridinha dos investidores contra tensão global

"Aparentemente o Bitcoin é mais popular do que o ouro entre os investidores", diz o colunista da revista americana

Bitcoin
(Shutter Stock)

SÃO PAULO - Até pouco tempo, quando o mercado passava por uma grande turbulência, o preço do ouro disparava, em um sinal de que os investidores estavam buscando ativos mais seguros e que não têm relação com estes eventos. Mas o mundo tem visto a Coreia do Norte disparar mísseis, Donald Trump perder o controle do governo e os banco centrais mantendo os juros baixos, e mesmo assim o metal precioso não está disparando.

Mas por outro lado, o Bitcoin não para de subir. Este é o raciocínio levantado por Panos Mourdoukoutas, colunista da revista Forbes nesta semana, apontando que a maior moeda digital do mundo está tomando o lugar do ouro, algo que fica bastante explícito no desempenho destes dois ativos nos últimos meses.

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As ações do Bitcoin Investment Trust, primeiro fundo de investimento em bitcoins, aumentaram 10 vezes em valor nos últimos doze meses, subindo mais de 80% só nos últimos três meses. Enquanto isso, as ações da SPDR Gold caíram 0,68% desde agosto de 2016, com uma alta de "apenas" 3,19% nos últimos três meses.

"Aparentemente o Bitcoin é mais popular do que o ouro entre os investidores, como uma proteção contra as crescentes incertezas globais", diz a publicação. "A crescente desconfiança nas moedas nacionais, seguindo políticas duvidosas do governo, empurrou as pessoas para o Bitcoin", continua a matéria, que lembra que o rali da criptomoeda no início de 2016 coincidiu com os esforços da Índia e da Venezuela para se livrar de notas de moeda antigas.

Mais recentemente, escreve o colunista, o Bitcoin reagiu às crescentes tensões na Ásia, empurrando a moeda para mais de US$ 4.500. Mourdoukoutas diz que este cenário afeta a criptomoeda em diversas formas.

"Para começar, as tensões aumentam a perspectiva de guerra, o que prejudica a demanda por moedas regionais, como o iene, o yuan e o won, e aumenta a demanda por Bitcoin", explica. Segundo o colunista, "quando um míssil voa, intencionalmente ou acidentalmente, os investidores preferem manter o Bitcoin do que qualquer moeda regional". Isso poderia explicar porque grande parte do volume global de bitcoin está na Ásia.

Os negócios de Bitcoin em iene representou cerca de 46% do volume de comércio global da criptomoeda, contra cerca de 33% um dia antes. Já o yuan chinês e o won sul-coreano representaram cerca de 12% cada, enquanto o comércio de bitcoins em dólares ficou na casa de 25%.

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