Bitcoin sobe e se aproxima dos US$ 19 mil pela primeira vez desde o colapso da FTX

Mercado cripto não teve muita reação após dado de inflação nos EUA, mas passou a ganhar força durante a tarde

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(iStock / Getty Images Plus)
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O Bitcoin (BTC) ganhou força na tarde desta quinta-feira (12) e é negociado em torno de US$ 18.800, com uma alta de mais de 7% no acumulado de 24 horas, atingindo assim seu nível mais alto desde o início de novembro, quando a exchange de criptomoedas FTX implodiu.

O preço da maior criptomoeda do mundo ficou estável durante a manhã, depois que o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou números de inflação que estavam em linha com as expectativas.

O Bitcoin agora acumula alta de cerca de 14% este ano, depois de cair 63% em 2022.

Enquanto isso, as ações da exchange cripto Coinbase sobem 4% no pregão em Nova York, chegando a ganhos de 35% no ano até o momento. Os movimentos nas ações dos mineradores de bitcoin são ainda mais fortes: a Marathon Digital sobe 16% nesta quinta e 83% em 2023, e as rivais Riot Platforms e Hut 8 Mining registraram ganhos semelhantes.

Já o Grayscale Bitcoin Trust – cujo desconto para o valor líquido dos ativos (NAV) aumentou para quase 50% no final de 2022 – avança 12% nesta sessão e agora reduziu seu desconto para NAV para 36,4%. As ações da MicroStrategy – empresa de software que tem mais de 130.000 bitcoins em suas reservas – têm alta de 5,5% hoje e já saltaram 42% este ano. A Grayscale é propriedade do Digital Currency Group, que também é a empresa controladora da CoinDesk.

O Índice de Preços ao Consumidor dos EUA (CPI) subiu para 6,5% em dezembro em relação ao ano anterior, abaixo do aumento de 7,1% em novembro. A taxa de crescimento mais baixa provavelmente abrirá caminho para o Federal Reserve reduzir seu ritmo de alta de juros para 25 pontos-base por reunião.

Steven Lubka, diretor-gerente do departamento de clientes privados da Swan Bitcoin, disse que espera que a inflação continue diminuindo no primeiro semestre de 2023, o que deve dar ao Fed espaço para afrouxar sua política de aperto monetário. Ele alertou, no entanto, que a inflação na segunda metade do ano pode não ser tão benigna e que o banco central pode ter que lidar com uma economia em abrandamento ou mesmo em recessão junto com o aumento da inflação.

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