Bitcoin salta 10%, a US$ 23 mil, e Ethereum dispara 16% após decisão do Fed

Mercado cripto recebeu com otimismo decisão do banco central dos EUA e fala do presidente do Fed, Jerome Powell

Rodrigo Tolotti | CoinDesk

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O preço do Bitcoin (BTC) disparou 10%, levando a criptomoeda de volta aos US$ 23 mil, após a decisão do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) de elevar os juros no país em 75 pontos-base, para uma faixa de 2,25% a 2,50%, como forma de combater a maior inflação já registrada nos EUA nos últimos 40 anos.

Às 16h30 (horário de Brasília), o Bitcoin tinha ganhos de 10,23%, cotado a US$ 23.087, enquanto o Ethereum (ETH) disparava 16,66%, para US$ 1.591, puxando também pela expectativa diante da atualização “Merge” que está cada vez mais próxima.

A moeda digital ganhou ainda mais força após o início da coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell, que disse que outro aumento excepcionalmente grande na taxa de juros dependerá dos novos dados que forem divulgados – uma indicação de que outro aumento de 75 pontos não deve ocorrer.

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“Vimos que os aumentos dos juros têm um papel importante no motivo pelo qual as empresas públicas de mineração de Bitcoin e companhias como a Tesla venderam seus BTC para reforçar suas reservas de caixa, pois o acesso ao capital e os custos de empréstimos continuam a aumentar”, disse Howard Greenberg, educador de criptomoedas da Prosper Trading Academy, ao CoinDesk.

“Mas estou mais focado na correlação atual entre o BTC e o Nasdaq 100 [índice de ações], e se esses aumentos de juros e o desenrolar do balanço de pagamentos do Fed permitirem que o BTC quebre essa correlação e comece a atuar como hedge contra esse tipo de aperto monetário”, disse.

Os membros do Fed começaram a reduzir o tamanho do balanço da instituição de US$ 8,5 trilhões em junho, em um esforço para trazê-lo de volta ao nível pré-pandemia, próximo a US$ 4 trilhões. Em setembro, o ritmo de redução ficará mais agressivo, com uma potencial rolagem de US$ 95 bilhões por mês.

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Já Felipe Medeiros, analista de criptomoedas e sócio da empresa de educação financeira Quantzed Criptos, avalia que a decisão foi positiva para todo o mercado, já que o Fed reconheceu que a inflação está recuando. “Isso tira pressão sobre ativos de tecnologia, o que favorece o Bitcoin e todo mercado cripto”, explica ele vendo um potencial para a moeda digital chegar aos US$ 24 mil em breve.

Apesar do otimismo, o mercado seguirá atento aos movimento do banco central americano, já que os juros ainda seguem como a principal ferramenta para esse ajuste, com o próprio Fed projetando que as taxas cheguem a faixa entre 3,25% e 3,50% até o fim do ano.

Agora o mercado fica de olho à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, que ocorre nesta quinta, podendo mostrar que a economia do país desacelerou no segundo trimestre do ano, sugerindo uma recessão.

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Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.