Bitcoin opera em queda com impasse persistente no Oriente Médio e espera por Fed

Criptomoeda opera em queda de 1,80% após impasse diplomático entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz enquanto investidores realizam lucros à espera de decisão sobre juros americanos

Estadão Conteúdo

Representação da criptomoeda bitcoin em ilustração criada em 10 de setembro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic
Representação da criptomoeda bitcoin em ilustração criada em 10 de setembro de 2025. REUTERS/Dado Ruvic

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O bitcoin operou em queda nesta segunda-feira, 27, com investidores cautelosos após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana e a continuidade dos bloqueios no Estreito de Ormuz. Traders também aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) desta quarta-feira.

Por volta das 16h00 (em Brasília), o bitcoin cedia 1,80%, a US$ $76.857,61. O ethereum caía 3,04%, a US$ 2.289,31, de acordo com a plataforma Binance.

A decisão do presidente americano, Donald Trump, de cancelar o envio de uma delegação dos EUA ao Paquistão, mediador das conversas, e a proposta iraniana para reabrir a rota apenas se Washington retirar o programa nuclear das negociações e acabar com o bloqueio ao portos do país reforçam a percepção de que a guerra ainda está longe de uma solução diplomática no curto prazo.

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O bitcoin subiu até os US$ 79 mil no domingo, antes de recuar para a faixa dos US$ 76 mil hoje. A criptomoeda, contudo, acumula alta de 29% desde a mínima de 6 de fevereiro.

O bitcoin avançou bastante em um período relativamente curto, já que está em alta desde o início de fevereiro, diz o analista David Morrison, da Trade Nation. “Pode ser que alguma realização de lucros comece a aparecer”, acrescentou, especialmente porque o ativo ainda não conseguiu romper a marca de US$ 80 mil.

Dado o fraco desempenho do bitcoin e do ethereum nas últimas semanas, um movimento de venda em momentos de alta parece compreensível, afirma o analista da IG, Chris Beauchamp. A semana está repleta de decisões de bancos centrais, resultados corporativos e dados, mas as perspectivas de longo prazo para as criptomoedas dependem mais dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, enfatiza Beauchamp.