Bitcoin hoje: cripto cai abaixo de US$ 60 mil, no menor nível do mês

Na avaliação da Bitfinex, uma queda sustentada abaixo da faixa de resistência de US$ 60 mil "leva a uma gama negativa ainda maior e corre o risco de uma cascata em direção a US$ 54 mil ou US$ 56 mil"

Estadão Conteúdo

(Foto: Imagem gerada com auxílio de IA / ChatGPT / Jonathas Costa)
(Foto: Imagem gerada com auxílio de IA / ChatGPT / Jonathas Costa)

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O bitcoin operou em queda forte na tarde desta quarta-feira, 24, voltando a recuar abaixo de US$ 60 mil, reforçando temores de uma queda prolongada.

A movimentação acontece em meio a um dólar forte diante de expectativas de juros elevados, enquanto o mercado acompanha as perdas da Strategy e pressão em ações de tecnologia, a despeito dos avanços no Oriente Médio.

Qual a cotação do Bitcoin hoje?

Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin recuava 4,3%, a US$ 59.489,84, enquanto o ethereum caía 4,9%, a US$ 1.571,26, de acordo com a plataforma Coinbase.

O que aconteceu com o Bitcoin?

A principal criptomoeda passou a recuar fortemente durante a manhã, caindo ao menor valor no mês de junho, em US$ 59.014,95, ainda segundo a Coinbase, diante de um dólar forte, deixando a moeda digital mais cara aos negociadores internacionais. Na avaliação da Bitfinex, uma queda sustentada abaixo da faixa de resistência de US$ 60 mil “leva a uma gama negativa ainda maior e corre o risco de uma cascata em direção a US$ 54 mil ou US$ 56 mil”. Para o FxPro, o mercado deve se preparar para um inverno cripto em vez de uma recuperação rápida.

Leia mais: Strategy: como funciona e como participar da “impressora” que alimenta o Bitcoin

Para o Deutsche Bank, a movimentação reflete uma combinação de fatores, como a postura mais agressiva do Federal Reserve (Fed), a rotação de capital de risco para a IA, saídas de ETFs e redução da liquidez, assim como o choque de sentimento causado pela venda de bitcoin pela Strategy. As perdas recentes registradas pela empresa, principal detentora corporativa da moeda digital, têm gerado temores de uma nova venda.

Nos mercados, a expectativa é pelo balanço da Micron Technology, que pode movimentar o fluxo de investimentos no setor de tecnologia, segundo a Trade Nation. Além disso, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, previstos para amanhã, também pode influenciar as perspectivas de política monetária do país.

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Enquanto isso, o mercado também acompanha os avanços no Oriente Médio, com a expectativa de novos encontros presenciais entre os EUA e o Irã até a próxima semana.

*Com informações de Dow Jones Newswires.