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Bitcoin: El Salvador pode se tornar primeiro país a adotar a criptomoeda de forma oficial

"No curto prazo, isso gerará emprego e ajudará a proporcionar inclusão financeira a milhares de pessoas fora da economia formal", disse o presidente do país

SÃO PAULO – Durante o fim de semana, Nayib Bukele, presidente de El Salvador, anunciou um projeto para reconhecer legalmente o uso do Bitcoin. Caso seja aprovado pelo Congresso, se tornará o primeiro país do mundo a adotar a criptomoeda dessa forma.

A decisão tornará o Bitcoin como dinheiro pelas leis comerciais e de contabilidade do país, ou seja, o comércio, empresas e pessoas seriam obrigadas a aceitar a criptomoeda como forma de pagamento, assim como ocorre com o dólar americano, a moeda oficial de El Salvador.

Bukele afirmou que sua decisão ocorreu ao perceber que “bancos centrais estão tomando cada vez mais ações que podem causar danos à estabilidade econômica de El Salvador”. Para o presidente, é preciso “autorizar a circulação de uma moeda digital com oferta que não pode ser controlada por nenhum banco central” como forma de mitigar esses impactos negativos.

Em seu Twitter, ele destacou que o valor de mercado do Bitcoin hoje é de US$ 680 bilhões e, se 1% disso for investido em El Salvador, poderia aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 25%. Por outro lado, para o Bitcoin haveria um potencial de 10 milhões de novos usuários, podendo acelerar a transferência de US$ 6 bilhões por ano em remessas.

 

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“No curto prazo, isso vai gerar empregos e ajudar a proporcionar inclusão financeira a milhares de pessoas fora da economia formal”, disse Bukele durante a conferência “Bitcoin 2021” em Miami, nos Estados Unidos.

Segundo ele, isso também irá facilitar a vida de salvadorenhos que vivem no exterior, tornando mais prático o envio de dinheiro aos amigos e familiares no país.

Bukele acredita que aceitar o Bitcoin poderá ajudar cerca de 70% dos salvadorenhos que hoje não possuem contas em bancos ou qualquer outra instituição financeira.

El Salvador é bastante dependente das remessas de dinheiro de outros países, que representam cerca de 20% do PIB. O problema é que os provedores desses serviços cobram altas taxas, em operações que podem demorar dias para acontecer. Com o Bitcoin, o custo e o prazo para as remessas seriam bem menores.

O presidente não deu maiores detalhes sobre o projeto, mas disse que pretende entregar ao Congresso do país ainda nesta semana.

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