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O contágio do mercado devido ao rápido colapso da exchange de criptomoedas FTX se espalhou para um ativo digital importante: o Wrapped Bitcoin, um token sintético do Bitcoin.
De acordo com um novo relatório da empresa de análise cripto Kaiko, o wBTC, que roda na rede Ethereum, tem sido negociado com desconto em relação ao preço do Bitcoin desde que a FTX de entrou com pedido de proteção contra falência em 11 de novembro.
Segundo a Kaiko, o desconto no wBTC caiu para apenas 1,5% na sexta-feira, após a Bitgo, custodiante do wBTC, acalmar investidores dizendo que o wBTC tem lastro verificável em blockchain, afatsando rumores de que o ativo teria sofrido pelo fato de que a FTX era uma de suas principais comerciantes.
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Chen Fang, diretor de operações da BitGo, custodiante oficial do wBTC, esclareceu que todo wBTC é “apoiado 1:1 e verificável na rede”.
Diante disso, os rumores que surgiram na sexta-feira (25) “parecem ser infundados”, já que a Alameda precisaria enviar todo o BTC para a BitGo, o que significa que a extinta exchange “nunca realmente assumiu a custódia do BTC”, afirmou o relatório da Kaiko.
“Alameda era um ‘comerciante WBTC’, o que significa que eles aceitavam BTC de clientes e os enviavam para a BitGo para emitir wBTC”, afirmou via Twitter o influenciador cripto Udi Wertheimer. “A Alameda nunca guardou o próprio BTC”.
Apesar do esclarecimento, o desconto do wBTC ainda está em 0,5%, segundo a Kaiko.
Os ativos “wrapped” (envelopados), como o wBTC, devem ser atrelados ao valor do ativo original. Eles são frequentemente usados para negociar, emprestar e tomar empréstimos em plataformas de finanças descentralizadas (DeFi).
Como não há DeFi no Bitcoin, donos da criptomoeda que desejam usá-la como garantia para empréstimos precisam mover o ativo para o Ethereum, daí a necessidade de sintéticos como o wBTC.
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No fechamento da matéria, o Bitcoin era negociado a US$ 16.523, quando wBTC operava a US$ 16.475.