Binance enviou para hedge funds US$ 1,8 bilhão que deveria lastrear criptomoedas, diz Forbes

Recursos deveriam ser garantias de tokens sintéticos emitidos pela Binance para usuários, disse o veículo

CoinDesk

(Vadim Artyukhin/Unsplash)
(Vadim Artyukhin/Unsplash)

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A exchange de criptomoedas Binance movimentou no ano passado para hedge funds US$ 1,8 bilhão em garantias destinadas a dar lastro a stablecoins de seus clientes, afirmou a Forbes em reportagem nesta segunda-feira (27).

De acordo com o veículo, a Binance transferiu as garantias para hedge funds incluindo a Alameda, empresa-irmã da FTX, corretora que faliu em novembro. A movimentação teria sido realizada sem o consentimento de seus clientes.

De acordo com os dados em blockchain consultados pela Forbes entre 17 de agosto e começo de dezembro, um período que abrangeu o colapso da bolsa de criptomoedas FTX, mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas emitidas pela Binance como sintéticos da stablecoin USDC não tinha lastro. A empresa, no entanto, garantiu no período que os ativos eram totalmente garantidos.

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Stablecoins são criptomoedas indexadas a outro ativo, normalmente o dólar americano. Esse é o caso da USDC, que originalmente é emitida na rede Ethereum, mas a Binance reemite em uma rede própria, supostamente guardando o USDC original que serviria de lastro – esse lastro, segundo a Forbes, teria sido enviado para empresas de investimento.

O diretor de estratégia da Binance, Patrick Hillman, disse à Forbes que a movimentação de dinheiro entre carteiras é uma prática comum e não um problema. “Não houve mistura”, disse Hillman, porque “há carteiras e um livro-caixa”.

A Binance não respondeu ao pedido de comentários adicionais feito pelo CoinDesk.

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