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SÃO PAULO – De acordo com informações divulgadas pelo jornal Financial Times nesta sexta-feira (6), a BHP Billiton, maior mineradora do mundo, concluiu a entrega dos documentos necessários ao conselho regulatório de mercado australiano para a aprovação de sua oferta de US$ 170 bilhões pela aquisição da Rio Tinto.
O órgão australiano estabeleceu um prazo de até primeiro de julho para que partes afetadas na operação, como consumidores e concorrentes, se manifestem acerca do assunto. Na semana passada, a BHP também deu início ao processo de aprovação regulatória da compra da Rio Tinto na Comissão Européia, que deve anunciar sua deliberação dentro de seis meses.
Indagado acerca da possível necessidade de venda de ativos para que a aquisição seja aprovada, Marius Kloppers, presidente-executivo da mineradora, afirmou que a BHP se manifesta contrariamente a tal operação, muito embora a companhia não exclua totalmente essa possibilidade.
Uma gigante por vir
Caso seja de fato aprovada pelos órgãos regulatórios de Austrália e Europa, a operação daria origem a uma gigante no setor minerador, liderando a exploração e produção de diversas commodities, como cobre e alumínio. Ademais, analistas estimam que a empresa originada daria fim ao quase monopólio da Vale no mercado de minério de ferro, que passaria a ser dividido pelas duas companhias.
Desta forma, a aquisição da Rio Tinto pela BHP Billiton não é nada bem quista pelas grandes siderúrgicas do mundo, principalmente as chinesas, uma vez que a companhia combinada teria um excessivo poder de formação de preços de commodities necessárias à manutenção das robustas taxas de crescimento econômico do país.
Ações respondem com alta
Respondendo às notícias e também à valorização de commodities, as ações da BHP Billiton negociadas na praça de Londres mostram valorização em torno de 2,9%, em um pregão negativo no mercado de ações britânico. Também por lá, os papéis da Rio Tinto seguem no mesmo sentido, trilhando movimento de alta de 1,8%.