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SÃO PAULO – A sessão desta quinta-feira (28) mostra uma instabilidade externa não verificada ao longo da semana. A cautela com os desdobramentos da crise responde por este movimento, e é impulsionada por diversas declarações de autoridades norte-americanas sobre o tema.
Depois de reforçar as apostas de novo corte na taxa básica de juro em seu discurso da véspera, o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, voltou a falar para o Congresso do país. Sem grandes novidades frente ao conteúdo exposto na quarta-feira, Bernanke voltou a reconhecer que os riscos ao crescimento dos Estados Unidos continuam presentes, declarando que o poder do Fed é limitado sobre a crise, e o cenário se agravou muito ao longo de janeiro.
Esta afirmação veio embasada em comentários cautelosos com os mercados de trabalho, crédito e imobiliário, que na visão do chairman devem seguir apresentando desempenho negativo. Também ressaltando a ameaça inflacionária, Bernanke voltou a mostrar prontidão para agir, o que pode ser relacionado como mais um indício de que o ciclo de cortes na Fed Funds Rate deve continuar.
Contrariando as expectativas de que o governo norte-americano pode atuar maciçamente sobre os impactos da crise de hipotecas de alto risco sobre os mercados, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, também traçou afirmações importantes. Na avaliação de Paulson, o governo não mostra interesse em prestar socorro aos especuladores, e o setor imobiliário continua como principal ameaça à economia do país.
Bush também fala
Reforçando o ponto de vista de Paulson sobre os estímulos aos inadimplentes do setor imobiliário, o presidente norte-americano George Bush citou que o pacote fiscal do Senado propõe “financiar mais os especuladores do que ajudar os proprietários a manter suas casas próprias”.
Também focando a questão, Bush disse acreditar que, caso aprovada, a medida pode prolongar ainda mais o período necessário para a recuperação do setor imobiliário local.