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SÃO PAULO – Apesar das melhoras no mercado de trabalho, os Estados Unidos precisam continuar a estimular um crescimento mais expressivo se quiserem derrubar a taxa de desemprego. A opinião é de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, que fez um discurso à Associação Nacional de Economia Empresarial nesta segunda-feira (26).
Ainda de acordo com a autoridade, a política monetária expansionista deve continuar para que a atividade no país continue a se aquecer. Mesmo assim, não houve uma indicação clara de que uma nova rodada de alívio deve ocorrer em breve, depois de dois programas de compra de bônus e a promessa de manter a taxa de juro nos níveis mais baixos historicamente até 2014.
Renovação de quadro
Para Bernanke, é possível que a queda do desemprego – a taxa foi de 9,1% no fim do primeiro semestre de 2011 para 8,3% em fevereiro deste ano – signifique apenas uma renovação do quadro das firmas depois de fortes cortes vindos com a recessão. Se esse realmente for o caso, o chefe do Fed diz que isso não se sustentará.
Para ele, a maior causa da renda em baixa e do desemprego é a falta de recuperação na demanda doméstica. A expectativa de analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters é de que o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA registre alta de 2% no primeiro trimestre de 2012.
Bernanke ainda citou a perda de capacitação dos trabalhadores norte-americanos, caso a falta de emprego continue. Além disso, ele defendeu os alívios monetários e afirmou que com rendimentos abaixo do normal, não há riscos de pressão inflacionária por enquanto.