Bernanke defende autoridade de supervisor de pequenos bancos do Fed

Para chairman do BC dos EUA, função é necessária para formulação de política monetária e condução eficaz dos mercados

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SÃO PAULO – Em discurso na tarde desta quarta-feira (17) frente ao Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes , o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, defendeu o argumento de que o Fed supervisione não só as grandes instituições, mas também os bancos menores.

De acordo com Bernanke, tal contato é necessário para sua eficaz supervisão e condução dos mercados e da economia. “Esse acompanhamento dos bancos menores melhora de maneira significativa nossa habilidade como Banco Central, como formular a política monetária, oferecer empréstimos e promover estabilidade econômica”, afirmou, ressaltando que as instituições menores fornecem informações importantes sobre as operações bancárias e condições econômicas.

“A habilidade do Fed em identificar e lidar com ameaças de difícil previsão ao sistema financeiro depende de maneira crítica das informações, expertise e poderes que ele tem como Banco Central e também como supervisor dos bancos”, destacou Bernanke.

Bernanke x Dodd
O chairman tenta manter a autonomia e poderes do Fed, que vem sido criticado desde a crise. Atualmente, o BC norte-americano supervisiona 5 mil bancos e 850 instituições menores – número que pode diminuir caso a reforma do sistema financeiro, proposta pelo senador Christopher Dodd, seja aprovada pelo Senado. Caso isso ocorra, a supervisão ficará limitada aos 35 maiores bancos, com US$ 50 milhões ou mais em ativos.

Para Dodd, que já se referiu à atuação do Fed como um “fracasso colossal”, as mudanças ajudariam a simplificar a supervisão bancária no país. Como há pelo menos 4 grandes reguladores, as instituições podem procurar as condições mais lenientes – o que também pode ter contribuído com a crise.

Volcker
O ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que também discursa esta tarde, manifestou apoio ao argumento de Bernanke. “Acredito que seria um erro grave impedir o Fed de supervisionar diretamente instituições financeiras que são sistemicamente importantes”, afirmou.

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“Algo também importante, mas menos óbvio, é que o BC perderia suas raízes regionais, e uma importante fonte de informações”, destacou Volcker. “E, como um potencial último recurso para empréstimos, o Fed tem que estar familiarizado com as condições das instituições para as quais pode emprestar dinheiro”.