Benefícios sociais poderão ser retirados da pior maneira, diz Armínio Fraga

Para ex-presidente do Banco Central na gestão FHC, a lei de responsabilidade fiscal foi abandonada e o Brasil hoje paga o preço do "populismo"

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SÃO PAULO – A solução mais viável para “estancar a sangria” das atuais crises política e econômica seria um novo governo, segundo avaliação do economista Armínio Fraga. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente do Banco Central na gestão Fernando Henrique Cardoso disse que a lei de responsabilidade fiscal foi abandonada, o que provocou um crescimento galopante da dívida pública e deve impactar sobre o trabalho de décadas. Para ele, a atual crise deixa como lição que não há atalhos na economia e que ajustes são necessários. Ele lamenta que benefícios sociais “serão retirados da pior maneira, via recessão e, eventualmente, inflação”.

“No momento não há consenso, mas com uma eventual troca de governo teríamos uma chance de pelo menos estancar a sangria, enquanto se aguardam eleições e uma liderança com mandato para ir mais fundo nas mudanças. O debate é complicado, mas já está mais do que claro quem foi que quebrou e pilhou o país. Mantenho alguma esperança, mas o tempo que nos resta é curto”, afirmou Armínio.

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Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.