Bematech ainda terá um longo caminho para se reerguer, afirma Coinvalores

A corretora seguiu com a recomendação de manter as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 5,00 para setembro de 2012

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SÃO PAULO – A Coinvalores reafirmou sua recomendação de manter as ações da Bematech (BEMA3), com um preço-alvo para setembro de 2012 de R$ 5,00 – o que configura um potencial de valorização de 13,9% em relação ao fechamento desta quarta-feira (14). A corretora também fez uma projeção ao longo dos próximos cinco anos para a companhia.

Segundo a analista Sandra Peres, o setor de eletroeletrônicos está em evidência no Brasil, que se apresenta como o 5º maior mercado mundial para o segmento. Para Sandra, a companhia terá um bom desempenho pelos próximos cinco anos vindo do setor de automação comercial, por ter um portfólio mais amplo, englobando os setores de hardware, software e serviços e por não entrar em “guerras” comerciais.

“Entretanto, no curto e médio prazo, a Bematech deverá ter forte retração nos resultados em função da já esperada  queda nas receitas advindas do segmento de serviços, sendo que esse tem importante participação no faturamento total da companhia”, afirmou a analista.

A venda de impressoras fiscais (do segmento de hardware), que é o principal produto da companhia, deverá ter uma desaceleração do crescimento e apresentar queda de faturamento, causada pela redução nos preços de mercado. Já para a linha de software, a projeção da corretora é de que a maior rede de franquias leve a um crescimento mais forte no segmento. 

Queda da receita em Hardware no trimestre
Em relação aos resultados contábeis, houve outras indicações de uma desaceleração do setor de hardware, com queda de 16,2% da receita do 2º trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o setor de serviços mostrou queda de 44,1%. O destaque positivo se deu no segmento de software, com evolução da receita em 2T11 em relação a 2T10. Para a analista, o resultado do trimestre veio abaixo das expectativas.

A corretora espera tanto queda da margem bruta, em função do processo de reestruturação iniciada em 2010 com mudanças na gestão comercial e no portfólio, quanto da margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa), em função do ajuste no segmento de serviços. 

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Analisados os dados recentes, a corretora espera que a empresa ainda demandará algum tempo para se reerguer e apresentar um desempenho que condiza com o seu porte empresarial, seguindo com a recomendação de manutenção a curto e médio prazos.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.