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SÃO PAULO – Com um pé na hipótese de mercados eficientes, a equipe da Modal Asset Management destaca que o valuation determina os preços dos ativos no longo prazo. O curto e médio prazos estão sujeitos aos ruídos dos mercados, o que torna seus movimentos meramente aleatórios, ou, segundo a Modal, expostos a undershootings e overshootings.
Em uma análise de múltiplos, a gestora considera que os atuais níveis apontam um mercado brasileiro muito próximo de seu valor justo, com upside limitado. Mas há um potencial extra que pode guiar novas altas às ações: a redução dos prêmios de risco.
Lembrando da definição de Equity Risk Premium de Aswath Damodaran, em que o retorno esperado de qualquer investimento pode ser descrito como a soma de uma taxa livre de risco e um prêmio para compensar este risco.
Longe da bolha
Partindo desta premissa, o valor justo muito próximo aos preços atuais limita o potencial de precificação por um lado, mas uma queda na aversão ao risco exigiria prêmios menores do investidor para aplicar em ativos de risco como as ações, o que geraria potencial extra para estes ativos.
Alguns casos chegam a relacionar ações que já ultrapassaram seu preço justo. Ainda assim, a Modal acredita que, por valuation, “estamos longe de uma bolha”. Por outro lado, para haver este potencial extra, é necessário a sustentação desta aposta de queda nos prêmios de risco.
Local
“Pelas conversas parece que está todo mundo esperando quedas para entrar”. Para o investidor local, “muito desalocado”, tudo parece uma questão de timing. Sendo assim, “pode demorar mais do que o esperado a saída da renda fixa para multimercados e ações”, revela a Modal.
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Esta demora embute uma grande dúvida: o timing do processo de redução dos prêmios de risco. Ou seja, a ideia de que os prêmios exigidos pelo risco decresçam passa necessariamente pelo comportamento do investidor local.
Estrangeiro
Por sua vez, para o estrangeiro se espera atitude equivalente a um cenário de aumento da aversão ao risco, com maior seletividade em relação à qualidade do crescimento de cada empresa, “o que pode fazer com que se privilegie empresas com maior estabilidade de fluxo de caixa durante muito tempo”.
Recentemente, um assunto que desponta como grande ameaça externa é a bolsa chinesa. O salto das ações listadas em Xangai gera preocupações em relação a uma bolha no mercado acionário do gigante asiático. A Modal trata esta questão como o risco de curto prazo, citando que o mercado exagerou na precificação destas ações e pode enfrentar realização.
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Seletividade
Concluindo a análise de valuation da gestora, a aposta recai sobre os segmentos mais atrelados à economia doméstica. “A aposta nas ações ligadas a commodities aparece com o nível de valuation mais apertado”, conclui a Modal.