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SÃO PAULO – Após a Eletrobras (ELET3, ELET6) ter vencido o polêmico leilão de Belo Monte, a Itaú Corretora revela otimismo quanto ao impacto que o projeto trará às ações da companhia, sinalizando que uma possível elevação em sua projeção para o preço-alvo está por vir.
Atualmente em R$ 51,00 por ação ON – cifra que representa um potencial teórico de valorização de expressivos 99,92% frente ao último fechamente -, o preço-alvo estimado pode subir a R$ 52,30. “Para sermos conservadores, ainda não revisamos o nosso preço-alvo para refletir a participação da Eletrobras em Belo Monte”.
Além disso, os analistas Marcos Severine, Mariana Coelho e Marcel Shiomi tem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e elegem a ações ELET3 como sendo sua top pick no setor de serviços públicos.
Belo Monte: R$ 1,30 às ações
Analisando o projeto da hidroelétrica, a equipe de research avalia que ele deva possuir um IRR (taxa interna de retorno) entre 10,2% e 16,3%, “dependendo se o capex (investimento em bens de capital) total da planta for R$ 25,2 bilhões (projeções do Itaú), ou a cifra oficial de R$ 19,0 bilhões”.
Além disso, avaliam que a elevada participação da companhia deve ter impacto positivo na valorização de seus ativos. “Considerando a fatia de 49,98% da Eletrobras no projeto, nós estimamos que isto deva adicionar (…) R$ 1,30 por ação”, dispara a equipe.
Governo generoso
Ademais, Severine, Coelho e Shiomi destacam as facilidade do governo que irão possibilitar um preço mais baixo da energia. “Em vez de um teto mais elevado no preço, o governo optou por aumentar atratividade do projeto através da combinação de reduções de impostos e condições de financiamento muito atraentes.”
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Riscos precificados
Por fim, avaliam que, tal como ocorreu com as usinas de Jirau e Santo Antônio, “é muito justo esperar por um intenso fluxo de notícias sobre a licença de instalação de Belo Monte e, em nossa opinião, esse risco está muito mais do que precificado nas ações da Eletrobras”.