Publicidade
SÃO PAULO – O Banco Central da República Argentina (BCRA) anunciou há pouco sua decisão de estender por mais um dia o feriado cambial e bancário (parcial) no país vizinho. O feriado iniciou nesta segunda-feira dia sete de janeiro. Com isto, o BCRA tenta melhorar os direcionamentos ao mercado na reabertura das negociações com o câmbio. No último final de semana, o novo presidente, Eduardo Duhalde, divulgou um novo plano econômico que prevê um sistema de câmbio duplo na Argentina.
Feriado se estende até quinta
Com a decisão do BCRA, o feriado financeiro na Argentina deverá então terminar somente na quinta-feira (10/01), quando o mercado testará pela primeira vez o sistema de câmbio fixo para operações de comércio exterior e de câmbio flutuante para as demais transações com a moeda norte-americana no país. O pacote econômico de Duhalde trouxe uma desvalorização fixa de cerca de 29% para o peso, que abandonou a paridade ao dólar. Assim, o dólar passará a vale 1,40 peso na cotação fixa do governo.
Mercado paralelo sinaliza desvalorização maior
Entretanto, não é o mercado de câmbio fixo que preocupa, mas sim o de câmbio flutuante que já traz projeções pessimistas indicando que rapidamente atingirá taxas de desvalorização elevadas para o peso. Nesta terça-feira, as negociações no mercado paralelo apontavam para uma taxa de câmbio em torno de 1,50 e 1,60 peso por dólar, frente ao fechamento anterior que posicionava o câmbio entre 1,40 e 1,50 peso por dólar.
Continua depois da publicidade
No Brasil, dólar fecha em alta de 1,93%
Em resposta ao pessimismo com a entrada em operação do mecanismo de câmbio duplo na Argentina, o mercado de câmbio no Brasil operou sobe forte pressão. O dólar comercial fechou as negociações na máxima do dia, sendo cotado a R$ 2,375 para a venda, o que representa uma alta de 1,93% em relação ao fechamento anterior.
O BCRA limitou as operações dos bancos ao pagamento de aposentadorias e salário de trabalhadores através da transferência de recursos, cobranças de serviços de crédito e recebimento de depósitos, entre outras poucas operações autorizadas pelo Banco Central.