BCE mantém taxas de juros mesmo diante de risco de deflação

A decisão de manter as taxas de juros inalteradas era esperada, embora uma minoria de economistas em pesquisa da Reuters esperasse um corte

Sede do BCE, em Frankfurt, na Alemanha
Sede do BCE, em Frankfurt, na Alemanha

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FRANKFURT –

O Banco Central Europeu (BCE) deixou sua principal taxa de juros na mínima histórica de 0,25 por cento nesta quinta-feira e não apresentou nenhuma outra medida para impulsionar a frágil recuperação da zona do euro apesar de prever inflação baixa pelos próximos anos.

A decisão quanto à taxa de juros era aguardada pelos mercados, embora um terço de economistas em pesquisa da Reuters esperasse um corte.

O BCE também manteve a taxa de depósito que paga aos bancos por manter seu dinheiro de um dia para o outro em 0 por cento, e a taxa de empréstimo em 0,75 por cento.

Em entrevista a jornalistas, o presidente do BCE, Mario Draghi, argumentou que a autoridade monetária não fez mudanças porque as informações econômicas mais recentes sugerem que a recuperação está nos trilhos e que não há necessidade de novos estímulos por enquanto.

“Nós vimos nosso cenário (econômico) base, em geral, confirmado”, afirmou Draghi. “As notícias que saíram desde a última reunião de política monetária são também, eu diria, de forma geral positivas.”

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A inflação está no que Draghi chama de “zona de perigo”, abaixo de 1 por cento, há cinco meses, e a última leitura foi de 0,8 por cento.

A falta de ação foi significativa uma vez que no mês passado Draghi sinalizou que até a reunião de política de março o BCE teria informação suficiente para julgar a necessidade de novo estímulo.

Uma fonte do BCE havia previsto que o banco pararia de compensar o dinheiro que colocou no sistema através de títulos de governos que comprou no auge da crise da dívida do euro retirando um volume equivalente de recursos a cada semana.

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“A suspensão da esterilização…é um dos instrumentos que está em nossa lista, mas não vimos nenhum acontecimento nos mercados monetários que levaria a esse aperto desnecessário das condições monetárias que justificasse o uso desse instrumento”, disse ele.

PROJEÇÕES

O presidente do BCE também fez novas projeções econômicas, informando que a inflação na zona do euro poderá chegar a 1,5 por cento em 2016, ainda abaixo da meta de pouco menos de 2 por cento. Para este ano, revisou a estimativa para a inflação a 1 por cento, ante 1,1 por cento, e estimou a inflação de 2015 em 1,3 por cento.

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O BCE também espera que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2014 será de 1,2 por cento, ligeiramente abaixo do 1,1 por cento em dezembro. Para 2015 e 2016, as contas são de expansão de 1,5 e 1,8 por cento, respectivamente.

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