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SÃO PAULO – O sentimento de aversão ao risco voltou aos mercados europeus, resultando na alta dos juros demandados por títulos públicos de países em dificuldades, como Espanha, Grécia e Itália.
Na Itália, o Tesouro realizou um leilão de dívida de curto prazo, com vencimento em um ano. Para financiar € 7,5 bilhões, o país pagou yields de 2,69%, bem abaixo dos juros de 3,97% conquistados em operação semelhante no ano passado. O governo pretende, ainda, emitir mais títulos no mercado na próxima sexta-feira (12), com prazo de 2015 e 2023.
O leilão desta manhã permitiu um arrefecimento dos rendimentos para os papéis de longo prazo da Itália, que registrarm alta de 0,98% no dia.
Alemanha e França
Na outra ponta, os investidores aceitaram ganhos menores por títulos da Alemanha e da França, papéis considerados os mais seguros da Zona do Euro.
Nesta manhã, um relatório do BCE (Banco Central Europeu) desanimou os mercados. Em seu boletim mensal, o órgão afirmou que a economia da região se deteriorou e deve encolher 0,3% este ano.
Contribuindo para elevar as incertezas quanto à recuperação global, o Federal Reserve deu sinais de que não pretende lançar uma nova onda de estímulos à maior economia do mundo, segundo ata divulgada na véspera.
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| País | Rendimento (Y) | Variação | Spread (Y-B) |
|---|---|---|---|
| Grécia | 25,40% | +0,42% | +24,16 p.p. |
| Portugal | 10,58% | -0,09% | +9,34 p.p. |
| Espanha | 6,65% | +1,17% | +5,41 p.p. |
| Itália | 5,87% | +0,98% | +4,63 p.p. |
| França | 2,25% | -3,02% | +1,01 p.p. |
| Alemanha (B) | 1,24% | -1,81% | – |
Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.