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SÃO PAULO – Recuperando-se das fortes perdas registradas na última sessão, o dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira na maior alta percentual desde maio de 2003. A moeda foi impulsionada pelo retorno do Banco Central, ausente desde março, às negociações.
As compras do BC foram interpretadas pelo mercado como um sinal de que a entidade não deve permitir que a moeda seja negociada abaixo dos R$ 2,30, ou seja, como se o banco estivesse estabelecendo um piso para a moeda.
O atual patamar da divisa vem sendo bastante criticado pelos exportadores sob o argumento de que esta reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. A balança comercial brasileira, no entanto, vem alcançando superávits cada vez mais expressivos e deve superar o recorde alcançado no ano passado.
Petróleo também preocupou
A escalada do barril de petróleo nas bolsas internacionais também impulsionou a moeda norte-americana. Depois de estabelecer um novo recorde na sessão anterior, a commodity voltou a avançar nesta quinta-feira, chegando a ser cotada acima dos US$ 66.
O alto patamar do produto aumenta as perspectivas de um reajuste dos preços dos combustíveis pela Petrobras, que poderia dar novo impulso aos índices de preços.
No cenário político, a instabilidade ainda é patente. Zilmar Silveira e Duda Mendonça, sócios da agência que fez a campanha de Lula em 2002, depõem à CPI dos Correios desde a manhã. O risco país opera em forte queda na sessão.
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Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3420 na compra e R$ 2,3450
na venda, forte alta de 2,94% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6070, representando um ágio de 11,32%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,43% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,61%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.365,
forte alta de 2,83% em relação ao fechamento
de R$ 2.300
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,44%,
atingindo R$ 2.405 frente
à R$ 2.325 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
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O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,78% para outubro de 2005, estável em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 4,00%, alta de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.