BC volta a flexibilizar compulsório e pode injetar R$ 6 bilhões no mercado

Autoridade monetária muda contribuição ao Fundo Garantidor de Crédito, incluindo pagamento antecipado em até 60 vezes

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SÃO PAULO – Em mais uma medida para assegurar liquidez às instituições financeiras privadas, o Banco Central do Brasil voltou a flexibilizar as regras do depósito compulsório – instrumento que obriga os bancos a depositarem parte de suas captações no BC – nesta segunda-feira (27).

Desta vez, a autoridade monetária mexeu com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) – uma espécie de garantia de aplicações. De acordo com a decisão, os bancos poderão antecipar a contribuição do FGC de agosto, em até 60 vezes, abatendo o valor dos depósitos compulsórios à vista.

Na prática, o plano tende a fortalecer a capacidade do sistema financeiro em realizar empréstimos. Estima-se que, com essa atuação do BC, sejam liberados até R$ 6 bilhões ao mercado financeiro, na medida em que as instituições forem aderindo, antecipando o pagamento do FGC.

Postura do BC

Apesar da aparente indiferença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o BC brasileiro tem atuado constantemente para mitigar impactos negativos sobre a economia brasileira, via algumas mudanças nas diretrizes do recolhimento compulsório.