Olho na inflação

BC vê crise hídrica mais como problema de preço do que de racionamento, diz Campos Neto

Presidente do BC disse que bandeira da crise hídrica "realmente impacta bastante" a inflação, já que os preços se disseminam pelas cadeias produtivas

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de audiência pública, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados
José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (03) que a leitura da autoridade monetária a respeito da crise hídrica é que ela envolve mais um tema de preço e seu impacto sobre a inflação do que de racionamento.

Ao falar no evento Estadão Finanças Mais, ele pontuou que a última bandeira da crise hídrica “realmente impacta bastante” a inflação, já que os preços de energia elétrica se disseminam pelas cadeias produtivas. Por isso, Campos Neto reforçou que o BC tem olhado esse movimento de perto e seguirá acompanhando-o “no detalhe”.

Segundo Campos Neto, a incorporação desse efeito dos preços de eletricidade tem afetado o aumento nas expectativas de inflação para este ano, também influenciando 2022.

Para entender como operar na bolsa através da análise técnica, inscreva-se no curso gratuito A Hora da Ação, com André Moraes.