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O Banco Central divulgou um relatório hoje em que projeta uma inflação medida pelo IPCA para 2001 em 5,8%, o que está bastante próximo ao teto de 6% acordado com o FMI. Entretanto, a previsão foi feita utilizando-se de uma taxa de juros constante de 18,25% ao ano, o que pode não acontecer caso o BC encontre espaço para a redução da taxa ao longo do segundo semestre. De acordo com o documento, mantendo-se esse mesmo porcentual de taxas de juros – que foi definido na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada – a inflação em 2002 fecharia em 3%.
O documento revela ainda que a trajetória central para a inflação em 12 meses atingiu um pico de 7,3% no segundo trimestre deste ano e que a partir de agora irá se tornar monotonamente declinante, ao longo de todo horizonte de previsão. No acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a meta para a variação do IPCA em 12 meses, terminados no segundo trimestre deste ano era de 5,9%. O relatório prevê ainda que a variação do IPCA em 12 meses, terminados no terceiro trimestre deste ano, será de 5,9%. No acordo com o FMI, a previsão era de uma variação de 4,1% para este mesmo período.
As previsões do BC ainda apontam um crescimento de 2,8% para o PIB brasileiro este ano. No relatório de março, essa previsão era de 4,3%, ainda sem considerar os possíveis efeitos do racionamento de energia. A projeção de um crescimento de 2,8% foi feita considerando a manutenção da taxa de juros em 18,25% ao ano.
Os diretores do BC enfatizam, no entanto, que os erros de previsão, associados às projeções de crescimento do PIB são consideravelmente maiores do que no caso de projeções de inflação. A maior possibilidade de erro é explicada pelo relatório porque para a elaboração das projeções de crescimento do PIB é necessário avaliar a trajetória de dois componentes que não são diretamente observáveis; o chamado produto potencial e o hiato. De acordo com o BC, esta imprecisão aumenta ainda mais em face da crise de energia, cujos efeitos sobre o produto potencial e o hiato são difíceis de quantificar.