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(Bloomberg) — Se a inflação ficar significativamente abaixo do esperado e a atividade não estiver engatando, BC pode se mover para cortar Selic em 100pbs; Ilan não fecha as portas para o outro tipo de movimento, diz Samuel Kinoshita, economista e sócio da Bozano Investimentos, em entrevista por telefone. Veja outros comentários:
- “Brasil deve trabalhar com taxa de juros no futuro próximo muito mais baixa, o que já está precificado na curva de juros”
- “Quando se afastar a preocupação de desequilíbrio fiscal, percepção sobre orçamento de corte de juros se amplia”
- Kinoshita mantém expectativa de Selic caindo a 9,25% em 2017
- “Essa é a mesma cabeça que já esperávamos de um ciclo bastante pronunciado de corte de juros. Não mudei nível final do ano, mas sim a característica do ciclo, que deve ser front-loaded”
- “É mais razoável trabalharmos com dois ou 3 movimentos de -0,75pp até maio”
- “Mais relevante do que o movimento de -0,50pp, -0,75pp ou o front-loaded do ciclo é que o BC estabeleceu seu sucesso, pois tinha objetivo claro de ancorar as expectativas, e conseguiu”
- “Reservas brasileiras representam 20% do PIB. Já pagamos esse seguro, mas não sei se esse seguro vai ser usado”
- “Trump tem efeito indireto. BC fez bem em dizer que não existe relação mecânica. Incerteza é alta, mas até o momento, não teve impacto de caráter maligno”
- NOTA: Em Davos nesta quarta-feira, Ilan disse que entramos em novo ritmo; 75 pontos-base é o novo ritmo
- Ilan disse que atuação por meio de swaps visa dar liquidez e que o Brasil tem reservas que podem ser usadas
- Meirelles disse que não há fuga de capital para que país tenha que usar reservas
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