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A sessão desta segunda-feira (26) marca o início de uma das semanas mais importantes do mês. Já nesta segunda, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) das capitais. O IPC-S da terceira quadrissemana de janeiro de 2026 avançou 0,49% e passou a acumular alta de 4,49% nos últimos 12 meses.
Em paralelo, a FGV ainda divulga a Sondagem do Consumidor referente ao mês de janeiro. O Banco Central (BC) também tem duas divulgações importantes: o último Boletim Focus no mês e as estatísticas do setor externo.
Essa semana também marca a primeira Super Quarta de 2026, com a divulgação de decisões da política monetária tanto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil quanto pelo Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos.
O banco central norte-americano deve interromper o ciclo de flexibilização monetária, que foi retomado em setembro, e deixar a taxa de juros inalterada no intervalo de 3,50% a 3,75%. No Brasil, a expectativa também é pela manutenção da Selic em 15%.

Futuros de NY operam mistos no início de semana marcada por decisão de juros nos EUA
Após três reduções consecutivas, a expectativa é de que a autoridade monetária pause o ciclo de corte de juros na reunião desta quarta-feira (28)

Calendário econômico: Super 4ª com Fed e Copom, dados de emprego no Brasil e mais
Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana
Além da política monetária, mais de 90 empresas do índice S&P 500 devem divulgar seus resultados trimestrais esta semana, incluindo Apple, Meta Platforms e Microsoft.
Na última sexta-feira, o Ibovespa bateu mais um recorde e superou a máxima histórica outra vez. O índice fechou o dia com alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, um ganho de 3.269,19 pontos, ficando pela primeira vez acima dos 178 mil. Na máxima do dia, foi além e marcou a nova máxima histórica do Ibov, com 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil.
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Nos EUA, o índice de atividade nacional do Fed Chicago (CFNAI) de outubro e novembro será publicado às 10h30 pelo Fed Chicago. Já os pedidos de bens duráveis de novembro serão publicados às 10h30 pelo Departamento do Comércio.
O que vai mexer com o mercado nesta segunda
Agenda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a agenda às 9h com a chefe do Gabinete Adjunto de Informações em Apoio à Decisão do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Sandra Brandão. Às 11h, recebe o presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino. Às 14h40, o encontro é com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, seguido, às 15h, por reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Às 16h, Lula se reúne com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Brasil
08:00 – Indicador: Sondagem do Consumidor
Período: Janeiro
08:25 – Boletim Focus
Período: Semanal
08:30 – Estatísticas do setor externo
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Estados Unidos
10:30 – Indicador: CFNAI (Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago)
Período: Janeiro
INTERNACIONAL
Mais ameaça
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que os EUA têm uma “armada” em direção ao Irã, mas espera não precisar usá-la, e renovou as advertências a Teerã contra a matança de manifestantes ou a retomada de seu programa nuclear.
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Autoridades dos EUA, falando sob condição de anonimato, disseram que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destróieres de mísseis guiados chegarão ao Oriente Médio nos próximos dias.
“Conselho da Paz”
O braço de política externa da União Europeia levantou questões sobre os amplos poderes do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seu novo Conselho da Paz, de acordo com um documento interno visto pela Reuters.
Trump pediu aos líderes mundiais que se juntassem à sua iniciativa do Conselho da Paz, que visa resolver conflitos em nível global, mas muitos chefes de governo ocidentais têm relutado em participar.
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Em uma análise confidencial datada de 19 de janeiro e compartilhada com os países-membros da UE, o Serviço Europeu de Ação Externa expressou preocupação com a concentração de poder nas mãos de Trump.
Baixa das ações
As ações europeias terminaram em baixa nesta sexta-feira e registraram perdas semanais, uma vez que os investidores mostraram cautela e avaliavam qualquer possível nervosismo comercial resultante dos atritos com os Estados Unidos em relação à Groenlândia.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, para 608,34 pontos, interrompendo uma série de cinco semanas de ganhos – a mais longa desde maio. Apesar de uma recuperação no meio da semana, o índice fechou a semana com queda de 1,1%, uma vez que o sentimento dos investidores foi prejudicado pelo aumento das incertezas geopolíticas.
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BRASIL
Manifestação de Nikolas
A manifestação convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como ato final da caminhada de 240 quilômetros até Brasília reuniu 18 mil pessoas na capital, aponta mapeamento do Monitor do Debate Político, da USP, em parceria com a ONG More in Common. O protesto teve como foco o pedido de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso e condenado por crimes ligados à tentativa de golpe após a eleição de 2022.
Nova ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o multilateralismo está sendo jogado fora e apontou para a iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar o que Lula chamou de “nova ONU”, a ser comandada pelo norte-americano.
Em encontro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula reconheceu a larga superioridade bélica dos EUA e a precariedade das Forças Armadas brasileiras, mas rebateu, dizendo que o país não tem armas mas tem dignidade e não vai “abaixar a cabeça” para ninguém.
Fraude no CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio nesta quinta-feira, 22.
Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado. Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo.
(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)