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SÃO PAULO – Após chegar a cair 0,81% durante a manhã, o dólar comercial acelerou e se aproximou da estabilidade em um dia marcado por mais uma intervenção do Banco Central para segurar uma alta da moeda, que fechou cotada R$ 2,1155 na compra e R$ 2,1160 na venda – queda de 0,21% em relação ao fechamento anterior.
Um dia após o BC realizar uma série de leilões afim de evitar um avanço do dólar comercial, a autoridade monetária voltou a agir para segurar a divisa, decidindo ampliar para cinco anos o prazo para pagamentos antecipados a exportadores. Esses exportadores usam o pagamento antecipado para financiar a produção de bens e serviços destinados ao exterior, funcionando como uma espécie de “capital de giro”, com isso, essa ação pode ajudar a entrada de recursos no País.
Apesar dessa intervenção, a Pesquisa Mensal da Indústria, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pode ter evitado uma queda maior da moeda, já que o resultado veio abaixo das expectativas dos investidores, com a produção avançando 0,9% em outubro. Esse resultado fraco reforça a ideia de ações do governo para estimular o setor nos próximos períodos, já que o dólar mais desvalorizado pode piorar ainda mais a situação da indústria doméstica.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador apresentou variação positiva de 2,3%, interrompendo a sequência de 13 meses de taxas negativas nessa base de comparação. No entanto, no acumulado dos dez primeiros meses do ano, o indicador registra queda de 2,9%.
Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro segue o dia cotado a R$ 2,126, baixa de 0,37% em relação ao fechamento de R$ 2,134 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em fevereiro opera em baixa de 0,65%, atingindo R$ 2,131 frente à R$ 2,145 do último fechamento.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,1077, queda de 0,21% sobre o último fechamento.