BBI: Perspectiva para Vitru é positiva com potencial de alta de 5% na receita em 2026

Mudanças regulatórias pode pressionar resultados a partir de 2027

Erick Souza

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Vitru Educação - Divulgação
Vitru Educação - Divulgação

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A Vitru Educação (VTRU3) registrou um crescimento de 24,1% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2026. Mesmo esperando um cenário levemente desafiador para o restante do ano, a visão do Bradesco BBI sobre a empresa permanece positiva, com expectativas de crescimento de receita de cerca de 5%.

O BBI reiterou sua recomendação de compra para a VTRU3, com novo preço-alvo para o final de 2026, saindo de R$ 13,4 para R$ 22,0, mesmo esperando um cenário mais conservador ao longo do ano.

O Bradesco BBI revisou as estimativas de lucro por ação (EPS) da companhia para 2026 e 2027, com altas de 3% e 4%, respectivamente. A mudança incorpora os resultados do 1T26 e considera um cenário mais conservador de receitas e margens para 2027.

Ao longo do 1º tri, a companhia teve uma forte procura por cursos, impulsionada por mudanças nos processos. Os aumentos de preços para os alunos já matriculados também superaram os níveis históricos.

Para 2027, a Vitru prevê pressão sobre as matrículas, considerando à implementação da nova regulamentação no primeiro semestre do ano.

Cenário conservador em 2027

Para o restante de 2026, a companhia espera uma margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) estável. Já para 2027, o BBI estima uma retração de 4% em relação ao ano anterior.

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Com as mudanças curriculares exigidas pela nova regulamentação, a partir do próximo ano, a admissão no setor pode sofrer impactos negativos. Ao longo do 1T26 (primeiro trimestre de 2026), a companhia já registrou queda na admissão. Porém, de acordo com o banco, esse desempenho esteve mais relacionado à redução da oferta e à possível concentração de vagas no 2S25 (segundo semestre de 2025) do que a mudanças acadêmicas, como deve acontecer em 2027.

O impacto nos custos em 2027 está estimado em cerca de 15% do valor total dos cursos semipresenciais (44% da receita total no 1T26). Para os cursos a distância, a administração apontou que o impacto nos custos é insignificante.

Em um cenário conservador sem repasse de custos, a margem Ebitda prevista poderá cair de 1,5 a 2 pontos percentuais em 2027.

De acordo com os analistas, a pressão sobre a margem bruta deverá continuar, mas será compensada por menores provisões para devedores duvidosos e despesas de vendas. Esse resultado esperado é um reflexo de uma base de alunos mais engajada e da eficiência nos gastos com marketing.