BBI: o alerta que os dados do Carrefour França trouxeram para Assaí e atacarejo no 1T

Dados das vendas do Carrefour reforçam preocupações para Assaí e atacarejo, de maneira geral

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Divulgação: Assaí
Divulgação: Assaí

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O Carrefour França divulgou nesta semana seus dados de vendas do primeiro trimestre de 2026. Os números trouxeram informações importantes para o setor de varejo de alimentos no Brasil, em especial, para a Assaí (ASAI3).

Em leitura cruzada, o Bradesco BBI identificou que o cenário para as varejistas de alimentos no Brasil permanece desafiador e reforçou algumas das previsões negativas para a Assaí. Ainda que a expectativa seja de um trimestre fraco, os analistas destacam que o mercado já antecipa esse resultado, o que pode amenizar o impacto.

De acordo com o banco, o setor permanece altamente sensível a fatores macroeconômicos e exógenos. Neste sentido, a expectativa é de que o aumento da inflação de alimentos traga algum alívio, mas não a ponto de acelerar a autossuficiência da companhia. Além disso, conforme os analistas, esse aumento só deverá surtir efeito a partir do segundo trimestre do ano.

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A estimativa do BBI é de um primeiro trimestre com dinâmica de vendas nas mesmas lojas ainda fraca, com queda de 0,5% no comparativo anual. Esse resultado é um reflexo do cenário macro pressionado e a menor renda disponível pelas famílias, afirmam os economistas da casa.

Mesmo com a baixa, o desempenho da Assaí ainda deve ser superior ao do mercado e do principal concorrente (o Atacadão) pelo segundo trimestre consecutivo. Os resultados da Assaí serão divulgados no dia 28 de abril.

Crescimento em meio à pressão

Em termos consolidados, a estimativa do BBI é de crescimento de 1,8% da receita líquida comparável no comparativo anual da Assaí. Em relação à rentabilidade, a monetização de créditos de PIS/COFINS (estimada em cerca de R$ 300 milhões no 1T26) deve distorcer as comparações.

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Ao ajustarem a conta a esse efeito, os analistas esperam expansão de 0,15p.p. na margem bruta, em comparação com o mesmo período no ano anterior. Esse resultado reflete a maturação das lojas e serviços e por ajustes comerciais, conforme o banco.

A margem Ebitda deve continuar respondendo à melhoria da margem bruta e ao rigoroso controle de despesas da companhia, que devem crescer abaixo da inflação. Ao mesmo tempo, as prévias do BBI mostram que a alavancagem deve manter a queda, impulsionada pela monetização do imposto PIS/Cofins.

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