BBI inicia cobertura de Smiles e Multiplus; veja mais 9 recomendações

Brasil Plural eleva recomendação para Klabin e Estácio e mantém Kroton como top pick; BTG Pactual reitera compra para ações da BM&FBovespa

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SÃO PAULO – Diversas companhias tiveram suas recomendações iniciadas ou revisadas por bancos e corretoras.  Após a conclusão do IPO (Initial Public Offering) da Smiles (SMLE3) e de uma tentativa frustrada de follow-on por parte das Multiplus (MPLU3) os analistas do BB Investimentos iniciaram a cobertura das duas empresas, com preço-alvo de R$ 39,80 para a Multiplus, com recomendação market perform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 38,10 para a Smiles com recomendação outperform.

“Para os próximos anos, ancoradas nestes drivers e no mercado ainda incipiente, o segmento de fidelização deverá oferecer uma boa oportunidade de crescimento”, apontam os analistas Nataniel Cezimbra e Carlos Daltozo.

A dupla de analistas projeta que fatores como a melhor distribuição de renda e aumento do consumo sustentarão o crescimento deste setor. Para eles, as duas empresas possuem forte geração de caixa, não são endividadas, não dependem de grandes investimentos e não tem necessidade de capital. Além disso, possuem características de empresas defensivas e a estimativa de distribuição de dividendos fica entre 95% a 100% do lucro líquido.

BTG mantém compra para BM&FBovespa
Apesar da volatilidade do mercado acionário brasileiro e dos números desanimadores, as ações da BM&FBovespa (BVMF3) reportam números bastante resilientes e pouco potencial de queda para os ativos, avaliam os analistas Marcelo Henriques e Eduardo Rosman. 

Com isso, eles reiteraram a recomendação de compra para os ativos da companhia, atribuindo um preço-alvo de R$ 15,50 para BVMF3. De acordo com eles, os números bons num cenário ruim aumentam a confiança de que, se o cenário macroeconômico continuar se deteriorando, a empresa ainda pode postar bons resultados. 

E se as coisas realmente melhorarem, os volumes e a confiança devem subir, o que também é uma boa notícia para a bolsa brasileira. “Pensamos que a BM&FBovespa oferece uma das melhores relações risco-retorno no universo de cobertura e é por isso que estamos reiterando a recomendação de compra”, apontam os analistas.

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Brasil Plural eleva recomendação para Klabin…
O Brasil Plural elevou a recomendação para as ações da Klabin (KLBN4), que passou de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para outperform, mas mantendo o preço-alvo de R$ 13,75. 

De acordo com os analistas Renato Antunes e Paulo Valaci, nada mudou no case de investimento da empresa. Entretanto, sob condições atuais do mercado, os investidores não veem que os projetos da companhia irão agregar valor. Entretanto, apontam, a natureza de baixo custo dos projetos da companhia merecem um olhar mais atento. 

Além disso, o crescimento da demanda, a baixa volatilidade do retorno sobre o capital investido e a exposição no mercado doméstico são uma exceção, apontam, em um mundo em que a volatilidade parece ser a regra. 

… e para a Estácio; Kroton ainda é a top pick
Já os analistas da mesma corretora, Ruben Couto e Guilherme Assis, elevaram a recomendação para as ações da Estácio (ESTC3) para overweight (exposição acima da média do mercado) destacando que as recentes aquisições da companhia, a recuperação da lucratividade mais rapidamente do que o esperado e a confiança da gestão da companhia no crescimento de longo prazo. O preço-alvo para os ativos é de R$ 19,50.

Couto e Assis destacam que a Estácio vem apresentando uma entrega consistente de resultados e de melhoria de gestão é uma postura mais construtiva em relação às questões-chave que anteriormente eram considerados riscos. 

Por outro lado, a Kroton (KROT3) segue como a top pick do setor de educação, pois ainda possui a maior visibilidade de crescimento e rentabilidade. No cenário para o setor como um todo, eles avaliam que educação segue ainda como um tema central na agenda do governo, ainda mais levando em conta a proximidade das eleições presidenciais e um cenário econômico inexpressivo, o que deve aumentar a probabilidade de mais medidas na indústria de educação.

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Empiricus eleva recomendação para Marisa
A Empiricus elevou a recomendação para as ações da Lojas Marisa (AMAR3) de neutro para compra, destacando que o desempenho abaixo da média dos papéis tornou a combinação entre risco e retorno entre as mais convidativas do segmento do varejo de moda, com múltiplos entre os menores do setor.

De acordo com a casa de research, o valuation corrente já contempla as adversidades da companhia e oferece desconto pronunciado – e sem justificativa em sua magnitude – frente aos pares do setor. “Isso posto, enxergamos espaço para alta das ações, sob baixo risco de queda”, apontam. 

Bom potencial de ganhos para a Minerva
A mesma casa de research também analisou que as ações da Minerva (BEEF3) devem seguir registrando expressivas altas, após registrarem fortes ganhos entre janeiro de 2012 e janeiro de 2013, quando passou de R$ 5,00 para R$ 13,00. Entretanto, após esse período, a companhia viu seu papéis caírem e atingirem a casa dos R$ 10,00, o que, segundo os analistas, foi motivado pelos embargos da China e da Arábia contra a carne brasileira e a forte aversão ao risco do mercado como um todo. Os resultados do primeiro trimestre de 2013, com uma margem bruta pouco abaixo do esperado e maior endividamento, também pesaram sobre a empresa.

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Mesmo assim, a Empiricus afirma qu nenhum destes fatores circunstanciais altera a tese de investimentos, destacando que o múltiplo EV/Ebitda (Valor da Empresa sobre Ebitda) é de menos de 5 vezes, número considerado atrativo. O preço-alvo é de R$ 16,81, o que configura um potencial de valorização de 61% em relação à última cotação de fechamento.

Ceticismo com MRV
Por fim, os analistas da Empiricus mantiveram a recomendação neutra para os papéis da MRV Engenharia (MRVE3), apesar de considerarem que há um potencial de valorização para as ações aos níveis atuais. “Aguardaríamos momento de maior visibilidade de resultados e condições sistêmicas para, eventualmente, nos tornarmos mais positivos com o nome”, apontam.

Por outro lado, eles avaliam como positivo a política ativa de recompra de ações – 500 mil na semana passada – usando recursos de geração de caixa próprios, em seu primeiro movimento positivo no ano. 

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“Entendemos o movimento como positivo ao efetivamente colocar fluxo comprador num momento de penalização sobre as ações, sinalizar desconforto da gestão com o valuation da companhia e flertar com adequação da estrutura de capital mesmo num momento de objetivo explícito de desalavancagem – reduzir relação dívida líquida sobre patrimônio de 38,3% para 30% entre 12 e 18 meses”, aponta.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.