[BB]Comentário da Semana: resultados animam, mesmo com turbulências

Bolsa brasileira fechou semana em alta, com Ibovespa subindo 1,63%. No cenário externo, petróleo preocupa de novo

Publicidade

SÃO PAULO – A segunda semana de agosto mostrou que, apesar das turbulências no cenário político nacional, os resultados da economia seguem animadores.

Neste contexto, a bolsa brasileira fechou a semana em alta, com o Ibovespa subindo 1,63%, bem como o dólar comercial, que avançou 2,64% depois de ter atingido sua menor cotação em mais de três anos. Os juros futuros também encerraram a semana em alta.

A economia continua dando sinais positivos, com os índices de preços mostrando inflação sob controle e a balança comercial trazendo resultados expressivos. Os números da Produção Industrial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por sua vez, apontaram crescimento em 13 das 14 regiões do país.

Cenário externo: petróleo de novo
No cenário externo, o petróleo seguiu sendo o centro das atenções, batendo recordes de cotação em quase todas as sessões da semana. Os temores em relação à capacidade das refinarias em atender a demanda mundial por combustíveis e ao aumento da instabilidade no Oriente Médio, com a retomada do programa nuclear iraniano, impulsionam a commodity.

Nos Estados Unidos, o Fed elevou a taxa básica de juro norte-americana pela décima reunião consecutiva, para 3,50% ao ano. A entidade também sinalizou a manutenção da política gradual de aumento dos juros, mas o mercado já começa a acreditar que o ciclo de alta deve se manter por um bom período. O banco de investimentos Goldman Sachs elevou na segunda-feira sua projeção para os Fed Funds em meados de 2006 de 4,5% ao ano para 5,0% ao ano.

Ibovespa avança
O dólar comercial encerrou a semana em alta de 2,64%, sendo cotado a R$ 2,3710 no fechamento de sexta-feira, quando acabou encerrando com valorização de 1,11%.

Continua depois da publicidade

No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 17,98% na sexta-feira, frente a uma taxa de 17,68% no encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 19,68%, pouco abaixo da taxa de 19,70% da semana anterior.

Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em alta de 1,63%, sendo cotado a 26.951 pontos. O índice mostrou forte volatilidade durante a semana, mas os fortes resultados corporativos superaram os efeitos negativos em torno do cenário político.

Próxima semana terá o IPCA
Na terceira semana de agosto, o destaque fica com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide a nova taxa básica de juro da economia brasileira na quarta-feira. A alta do petróleo no mercado internacional, a escalada dos preços do petróleo e as piores perspectivas em relação à política monetária nos EUA indicam que a entidade deve mesmo manter a Selic nos atuais 19,75% ao ano e adiar por mais um mês o declínio dos juros.

Continua depois da publicidade

Nos Estados Unidos, os investidores devem focar as divulgações do CPI e do PPI, os índices de preços ao consumidor e ao produtor local, que acontecem na terça-feira e na quarta-feira, respectivamente.