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SÃO PAULO – De forma a incorporar o resultado dos balanço das empresas no quarto trimestre de 2012, o BB Investimentos reduziu a projeção do Ibovespa para o final de 2013 para aproximadamente 63.000 pontos, número arredondado pela corretora, já que os cálculos chegaram a um alvo de 62.464 pontos. O target anterior era de 70.000 pontos.
Com isso, a expectativa é de uma valorização de 14,79% frente ao fechamento da última terça-feira (23) e de 3,4% frente ao encerramento de 60.952 pontos em 2012. Anteriormente, as projeções do BB Investimentos apontavam para uma alta de 15% do índice em um ano. Atualmente, o benchmark da BM&FBovespa mostra um desempenho negativo próximo de 10% no acumulado em 2013.
O estrategista do BB Investimentos, Hamilton Alves, afirma que segue positivo com a bolsa brasileira, mas avalia que o cenário externo deve influenciar negativamente o benchmark da bolsa até o final do ano.
Cenário externo…
O estrategista aponta que a desaceleração econômica da China, que vem projetando crescimento cada vez mais baixo para o PIB (Produto Interno Bruto) e da Europa, em meio à baixa consistência dos dados econômicos, devem afetar o sentimento do mercado.
”Isto porque, em um cenário econômico bastante frágil externamente, os investidores ficam mais sensíveis a possíveis sinais negativos”, avalia Alves. Na Europa, o estrategista aponta ainda para um cenário de instabilidade em meio às eleições na Alemanha, que pode representar um ponto de inflexão caso a atual governante, Angela Merkel, não for eleita. Entretanto, o cenário-base do BB Investimentos é de que Merkel será reeleita.
Somado a isso, Alves ressalta a economia dos EUA que, mesmo apresentando uma tendência de melhora, vem mostrando uma ”recuperação morna”.
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…e interno influenciam o índice
O estrategista do BB Investimentos aponta ainda para as projeções para a Selic que, segundo estimativas do relatório Focus, deve ser elevada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) para 8,25% até o final do ano em meio aos dados preocupantes da inflação, o que deve reduzir a atratividade dos investimentos em bolsa.
Além disso, o cenário ainda morno para a economia brasileira, com os dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que registrou queda de 0,52% em fevereiro ante janeiro, baseiam as expectativas mais cautelosas para o índice.
Já do lado corporativo, Alves não considera que os resultados das empresas do quarto trimestre foram ruins e ainda projeta um cenário mais positivo para as companhias neste ano. ”O ano anterior foi de ajuste para as empresas e, neste ano, os resultados devem aparecer”, aponta. Assim, avalia, o cenário ainda é positivo para a bolsa, mas o ambiente externo leva a uma maior cautela frente às projeções para o índice.