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BBAS3 despenca ao menor nível desde 2023: gráfico indica repique ou mais queda?

Ação do Banco do Brasil entra em sobrevenda no gráfico diário, mas perda de R$ 16,48 pode abrir espaço para novas mínimas

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) tentam se estabilizar nesta terça-feira (27), depois do tombo de 29,33% registrado no pregão anterior. A forte queda levou o papel ao menor nível desde 2023 e deixou a cotação bastante afastada das principais médias móveis.

No gráfico diário, BBAS3 já entrou em região de sobrevenda, condição que pode favorecer um repique técnico no curto prazo. Ainda assim, a análise técnica não mostra, por enquanto, sinais suficientes para confirmar a formação de um fundo ou uma reversão da tendência recente.

A região entre R$ 16,48 e R$ 18,31 passa a concentrar as principais referências para quem acompanha a ação do BB. Enquanto a primeira faixa funciona como suporte, a segunda representa a resistência inicial que precisa ser superada para que a reação ganhe força.

BBAS3 pode ter repique após forte queda?

BBAS3 no gráfico diário: ação do Banco do Brasil opera bem abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, após forte queda, enquanto o IFR entra em região de sobrevenda. Fonte: Nelogica, elaboração Rodrigo Paz

No gráfico diário, o Banco do Brasil (BBAS3) permanece em um cenário técnico bastante cauteloso após a forte queda da sessão anterior, quando chegou à mínima de R$ 16,48.

Nesta terça-feira, o papel ensaia recuperação e volta a negociar na região de R$ 17,50, mas ainda sem um sinal consistente de reversão.

A cotação permanece bem abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, atualmente próximas de R$ 21,76, R$ 23,29 e R$ 22,01, respectivamente.

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Esse afastamento das médias mostra a intensidade do movimento vendedor e, ao mesmo tempo, ajuda a explicar por que aumenta a possibilidade de uma recuperação pontual.

O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 27,63 pontos, abaixo da linha dos 30 pontos normalmente utilizada como referência para uma condição de sobrevenda.

Em termos práticos, isso significa que BBAS3 caiu com intensidade suficiente para ficar tecnicamente esticada no curto prazo.

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Isso, porém, não significa que a ação necessariamente encontrou um fundo.

Uma condição de sobrevenda pode permanecer por algum tempo em movimentos mais fortes de baixa. Por isso, a confirmação de uma recuperação depende também do rompimento das primeiras resistências.

Onde estão as resistências de BBAS3?

O primeiro nível a ser acompanhado está em R$ 18,31, máxima registrada na sessão desta terça-feira.

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Caso BBAS3 consiga superar essa região, o gráfico abre espaço para buscar R$ 18,89.

Acima dali, aparecem resistências mais relevantes em:

As regiões próximas de R$ 21 a R$ 23 ganham importância adicional porque coincidem com a aproximação das médias móveis atualmente perdidas pelo papel.

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Por isso, uma eventual alta até esses patamares ainda poderia ser interpretada inicialmente como repique dentro de uma estrutura de baixa, e não necessariamente como retomada de uma tendência positiva.

Para uma mudança mais consistente de cenário, o Banco do Brasil precisaria reduzir o forte afastamento das médias e começar a recuperar essas regiões com maior presença de compradores.

R$ 16,48 vira suporte decisivo para Banco do Brasil

No movimento contrário, a região de R$ 17,50 funciona como primeira referência de curto prazo.

A perda desse nível pode levar BBAS3 novamente em direção à mínima de R$ 16,48, registrada durante o forte movimento de queda.

Esse é hoje um dos pontos mais importantes do gráfico.

Caso a mínima seja perdida, a análise técnica passa a indicar espaço para uma nova extensão da baixa.

Os próximos suportes aparecem em:

A leitura, portanto, permanece assimétrica no curto prazo: a condição de sobrevenda pode provocar uma reação, mas uma perda de R$ 16,48 reforçaria a tendência baixista e abriria espaço para patamares inferiores.

Gráfico semanal de BBAS3 ainda mostra pressão

BBAS3 no gráfico semanal: ação do Banco do Brasil volta a níveis não vistos desde 2023, negocia abaixo das principais médias móveis e mantém estrutura técnica pressionada no médio prazo. Fonte: Nelogica, elaboração Rodrigo Paz

A análise do gráfico semanal reforça a necessidade de cautela.

Com a queda de aproximadamente 29% na semana, BBAS3 voltou a uma região de preços que não era visitada desde 2023.

A mínima em R$ 16,48, portanto, ganha relevância também no horizonte de médio prazo.

As médias móveis de 9, 21 e 200 períodos estão atualmente próximas de R$ 21,93, R$ 21,03 e R$ 22,08, respectivamente.

Assim como acontece no gráfico diário, a ação está bastante distante dessas referências.

Há, porém, uma diferença importante.

No semanal, o IFR de 14 períodos está em 38,97 pontos, ainda acima da região tradicional de sobrevenda.

Isso significa que, mesmo depois do tombo recente, o indicador semanal ainda não mostra uma condição extrema semelhante à observada no gráfico diário.

Essa divergência entre os dois tempos gráficos merece atenção.

Enquanto o diário sugere possibilidade de um repique mais imediato, o semanal ainda não oferece evidência clara de que a pressão vendedora tenha se esgotado.

O que precisa acontecer para o gráfico de BBAS3 melhorar?

No semanal, a primeira faixa relevante de resistência aparece entre R$ 18,20 e R$ 18,30.

A superação desse intervalo poderia abrir caminho para:

A recuperação principalmente das regiões de R$ 21 e R$ 23 seria importante para começar a alterar a estrutura técnica deixada pela queda recente.

Idealmente, esse movimento também deveria ocorrer acompanhado de aumento do volume comprador, indicando maior participação dos investidores na recuperação.

Do outro lado, uma perda de R$ 16,48 reforçaria o movimento negativo.

Nesse cenário, os próximos suportes do gráfico semanal aparecem em R$ 14,94, R$ 13,63, R$ 12,87 e R$ 12,00.

Em uma correção ainda mais profunda, a região dos R$ 10,10 surge como referência de longo prazo.

BBAS3 encontrou um fundo?

Ainda é cedo para afirmar.

O principal argumento favorável a uma reação está no gráfico diário. BBAS3 ficou muito afastada das médias e o IFR entrou em sobrevenda, combinação que frequentemente abre espaço para movimentos de recuperação técnica.

Por outro lado, tanto o diário quanto o semanal continuam mostrando uma estrutura deteriorada.

O papel permanece abaixo das principais médias móveis, não recuperou resistências importantes e o gráfico semanal ainda não apresenta condição clara de exaustão da queda.

Por isso, a leitura técnica neste momento é de possível repique dentro de uma tendência ainda defensiva.

A região entre R$ 16,48 e R$ 18,31 deve ajudar a definir o próximo movimento.

Acima de R$ 18,31, BBAS3 começa a abrir espaço para uma recuperação mais ampla. Abaixo de R$ 16,48, aumenta o risco de continuação da queda em direção aos próximos suportes.

BBAS3: principais níveis técnicos

MovimentoNíveis
Resistência inicialR$ 18,20 a R$ 18,31
Próximas resistênciasR$ 18,89 / R$ 21,18 / R$ 23,30
Resistências mais longasR$ 24,97 / R$ 26,33 / R$ 27,43
Suporte principalR$ 16,48
Próximos suportesR$ 15,63 / R$ 14,94 / R$ 14,21
Suportes mais longosR$ 13,60 / R$ 12,85 / R$ 12,00

Resumo técnico: BBAS3 está sobrevendida no gráfico diário e pode apresentar repique, mas ainda não existe confirmação de fundo.

A recuperação ganha força acima de R$ 18,30, enquanto a perda de R$ 16,48 aumenta o risco de continuidade da tendência de baixa.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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Rodrigo Paz
Mercados | Economia | Investimentos

Rodrigo Paz é economista, CFP® e analista técnico CNPI-T, com mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro. No InfoMoney, produz análises e conteúdos sobre mercados e investimentos, com foco em Bolsa, ações, análise técnica, índices, minicontratos e criptomoedas. Ao longo da carreira, passou por instituições como Itaú, Banrisul, Modalmais e PagBank, acumulando experiência em análise de ativos e mercado de capitais.

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Rodrigo Petry
Mercados | Economia | Onde Investir

Rodrigo Petry é coordenador editorial do InfoMoney e jornalista desde 2002. Atua principalmente na cobertura de mercados financeiros, com foco em Bolsa, ações, análise técnica, fluxo de investidores e derivativos. Está à frente do IM Trader, projeto do InfoMoney voltado à cobertura de trading, com análises de ações, índices, dólar e opções. No InfoMoney, também atua no desenvolvimento de projetos editoriais e branded content. Ao longo da carreira, teve passagens pelo Broadcast/Agência Estado, EQI Investimentos, revista Capital Aberto e jornal DCI, além de experiência em comunicação corporativa e pública.