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Após novas movimentações no setor de energia, o Itaú BBA continua vendo a Eneva (ENEV3) bem posicionada para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) voltado para usinas termelétricas e hidrelétricas que reforçarão a segurança do fornecimento de energia no país, previsto para março de 2026, e reiterou sua recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 23,80. Por volta das 12h31, as ações caíam 3,36%, a R$ 20,41.
Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria 125/2026, que introduziu revisões no contrato obrigatório de transporte firme de molécula em leilões. Na última sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou uma redução de 15% nas tarifas de transporte para agentes que assinarem contratos firmes de capacidade de extração com prazo de, pelo menos, 10 anos.

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Este desconto, somado às mudanças introduzidas no início da semana passada, destaca claramente o peso que os custos de transporte impõem à competitividade dos agentes durante o processo de licitação. No entanto, na visão do BBA, isso também ressalta como o MME está enfrentando dificuldades para gerenciar os aumentos significativos nos componentes de receita fixa nos últimos anos.
Não perca a oportunidade!
Nos últimos dias, o Itaú BBA vem destacando que mudanças desse tipo, feitas em curto prazo, podem alterar os cenários que a maioria dos investidores vinha projetando.
O banco avalia que há aspectos críticos a considerar para evitar conclusões precipitadas, já que os agentes vão competir com diferentes níveis de capex (investimentos) em seus projetos, além de acesso a moléculas competitivas e dos impactos potenciais dessas condições sobre as margens quando as usinas forem despachadas.
Nesse contexto, o Itaú BBA ressalta que as ofertas de Fator A e de CVU terão papel ainda mais central no processo competitivo, junto com estruturas de capex mais eficientes.
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