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BB Seguridade lucra R$ 4,3 bilhões em 2019; Bradesco pretende aumentar capital social em R$ 4 bilhões e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira (10)

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No radar desta sessão, está em destaque o Bradesco (BBDC3), que propôs aumento do seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações ordinárias e preferenciais. O objetivo do aumento de capital, segundo o banco, é fazer uma bonificação aos atuais acionistas e ampliar a quantidade de papéis em circulação no mercado, “tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”.

Já a Alpargatas (ALPA4) divulgou seu balanço e informou que o seu lucro líquido cresceu 29,5% no ano passado, para R$ 431,6 milhões. A fabricante das Havaianas vendeu no ano passado mais de 252 milhões de pares das sandálias e de calçados das marcas Osklen e Mizuno, um crescimento superior a 1,8% no volume de vendas.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade publicou balanço na manhã de hoje e informou um lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões em 2019, em crescimento de 21,3% na comparação a 2018. Considerando os “eventos extraordinários”, que no ano passado foram a venda da participação da BB na seguradora IRB Brasil-RE, que renderam à companhia R$ 2,3 bilhões, o lucro líquido da BB foi de R$ 6,7 bilhões. A BB também destacou em seu balanço que as contribuições previdenciárias cresceram 21,5% no ano passado, com o aumento das contribuições médias e a adição de 256 mil planos ativos. O índice de resgate, de 6,9%, foi considerado o menor da série histórica da seguradora, levando a um crescimento de 53,3% na captação líquida. A seguradora informou que suas reservas chegaram a R$ 290 bilhões. A BB informou que destinou R$ 5,6 bilhões do lucro líquido de 2019 ao pagamento de dividendos, em “payout” aproximado de 84%. “O forte desempenho comercial associado à redução na sinistralidade e ao aumento do saldo de reservas de previdência foram os principais fatores que contribuíram para o resultado do ano”, comentou a empresa estatal. Para 2020, a BB seguridade projeta um crescimento entre 7% e 13%.

Bradesco (BBDC3 ; BBDC3 )

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O Bradesco aumentará seu capital social em R$ 4 bilhões, com a emissão de 806,3 milhões de novas ações preferenciais (BBDC4) e ordinárias (BBDC3). A operação precisará ser aprovada pela Assembleia Geral do banco, que acontecerá no dia 10 de março, na chamada Cidade de Deus, onde fica a sede do banco, em Osasco (SP).

Segundo o Bradesco, o objetivo do aumento de capital é fazer uma bonificação aos atuais acionistas. Cada acionista que possuir dez ações do banco receberá uma nova. “A bonificação tem o propósito de aumentar a liquidez das ações no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço mais atrativo a um número maior de investidores”, informou o Bradesco. O capital social do banco será aumentado de R$ 75,1 bilhões para R$ 79,1 bilhões.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras iniciou a contratação emergencial de pessoas e serviços durante greve. A estatal está providenciando a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve dos petroleiros, informou em nota.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou em balanço um lucro líquido de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2019, expansão de 23,6% sobre igual trimestre de 2018. No ano fechado de 2019, a Alpargatas teve lucro líquido de R$ 431,6 milhões, uma expansão de 29,5% sobre 2018. O EBITDA cresceu 18,3% sobre 2018 para R$ 619,3 milhões em 2019.

A receita líquida da fabricante das sandálias Havaianas e dos calçados Osklen e Mizuno teve expansão de 9,8% sobre 2018, para R$ 3,7 bilhões. A situação de caixa da Alpargatas é bem robusta, informou a companhia no balanço: a empresa tinha em 31 de dezembro do ano passado um saldo de R$ 577,9 milhões, enquanto as dívidas totais eram de R$ 278,7 milhões, das quais R$ 176 milhões de curto prazo. No Brasil, a Alpargatas vendeu 224 milhões de pares das Havaianas e calçados das duas outras marcas, um crescimento de 1,8% em volume sobre 2018. No exterior, vendeu 28,8 milhões de pares, expansão de 5,7% sobre 2018.

O Bradesco BBI comentou os resultados do quarto trimestre da Alpargatas como “fortes” e manteve a recomendação para a ação ALPA4 como neutra, embora tenha aumentado em 4% o preço-alvo do papel para R$ 36,00. “A Alpargatas publicou fortes resultados para o quarto trimestre de 2019, acima das nossas estimativas, embora o crescimento do volume de vendas da marca Havaianas tenha sido marginal no Brasil. A divisão internacional teve resultados desapontadores, com queda de 11% no volume de vendas, mas a mudança de parceiros de distribuição na América Latina foi o motivo, porque as outras regiões tiveram expansão”, comenta o BBI. O BBI avalia que a empresa segue uma estratégia correta ao fortalecer o canal de comércio eletrônico para as Havaianas no Brasil. “Nós achamos que a companhia entrou em uma nova fase de crescimento dinâmico”.

Intermédica (GNDI3)

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A Notre Dame Intermédica comunicou que concluiu a aquisição da Clinipam – Clínica Paranaense de Assistência Médica. A operadora paulista de planos de saúde e hospitais pagou R$ 2,6 bilhões na Clinipam, que atua no mesmo ramo na Região Metropolitana de Curitiba (PR) e nos municípios do norte de Santa Catarina, como Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul. Anunciada no final do ano passado, a aquisição já foi aprovada pelo Conselho Administrativo de defesa Econômica (CADE) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo aprovou o exercício de opção de compra de 80% das ações do banQi, banco digital que já tinha participação do grupo. Quando consumada a operação, a Via Varejo poderá passar a ser titular de 100% do banQi.

CCR (CCRO3)

A CCR conseguiu na justiça a suspensão da redução das tarifas de pedágio na Rodovia Presidente Dutra em 5,26%, que havia sido determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na terça. A rodovia é operada pela concessionária NovaDutra, controlada pela CCR.

A redução que havia sido determinada pela ANTT abrangia todas as praças de pedágio da BR-116 entre as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. A decisão foi resultado de um processo administrativo, e foi tomada levando-se em conta as exigências legais que foram levantadas pela concessionária, por meio de Mandado de Segurança.

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(Com Agência Estado)