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As ações do BB Seguridade (BBSE3) subiam nesta terça-feira (5), com investidores repercutindo os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26). Os papéis da seguradora fecharam com valorização de 1,77%, a R$ 34,45.
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O Itaú BBA avalia que a BB Seguridade apresentou um resultado ligeiramente positivo no período, com lucro líquido de R$ 2,22 bilhões, alta de 11% na comparação anual e 5% acima das projeções da instituição.
Segundo o banco, a principal surpresa positiva veio da receita financeira da Brasilprev, beneficiada pelo efeito defasado da deflação do IGP-M sobre os passivos, além do nível elevado da taxa Selic. O resultado operacional também superou as estimativas em 3%, impulsionado por melhor controle de sinistros no segmento de seguros e por maiores taxas de administração na previdência.
Os prêmios emitidos somaram R$ 3,94 bilhões, ligeiramente acima das projeções do BBA, mas com queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando desempenho próximo ao piso do guidance da companhia para 2026. Em previdência, as contribuições totalizaram R$ 14,6 bilhões, com captação líquida de R$ 3,9 bilhões no trimestre.
Apesar do desempenho no início do ano, o Itaú BBA avalia que o ritmo não deve se sustentar ao longo de 2026, diante de um ambiente de consumo mais fraco e maior concorrência. O banco mantém postura conservadora para a ação, destacando que o múltiplo de 7,7 vezes preço/lucro estimado para 2026 já incorpora adequadamente os riscos do negócio. A recomendação segue como venda, com preço-alvo de R$ 32.
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O BTG Pactual, por sua vez, destaca que o lucro da BB Seguridade superou suas expectativas em 2,5%, impulsionado por fortes ganhos financeiros na BrasilPrev e uma melhora na sinistralidade da BrasilSeg.
O Goldman Sachs avalia que a BB Seguridade apresentou no 1T26 um cenário misto, com ventos favoráveis na previdência, mas ainda com fraqueza nos prêmios de seguros. De acordo com a instituição, o destaque positivo foi o segmento de previdência, com crescimento das reservas no topo do guidance, além da volta de captações líquidas positivas, o que também beneficiou o negócio de corretagem. Por outro lado, os prêmios de seguros seguiram pressionados.
Para o restante do ano, na avaliação do Goldman Sachs, o principal desafio operacional segue sendo o crescimento limitado dos prêmios de seguros, em função da menor originação de crédito do Banco do Brasil. Em contrapartida, as contribuições em previdência devem se beneficiar de uma menor emissão de renda fixa pelo banco no curto prazo. O Goldman Sachs manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 37.
No entanto, o BTG reitera cautela, alertando que o cenário para o crescimento da receita operacional permanece desafiador, especialmente no setor de agronegócio, o que pode tornar esses lucros insustentáveis nos próximos trimestres frente à queda da Selic.
O JPMorgan disse que os números do BB Seguridade vieram em linha, ainda marcados por crescimento fraco dos prêmios, sem elementos suficientes para alterar a visão mais cautelosa sobre o papel.
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Do lado negativo, o banco destaca que o resultado reforça a tese mais pessimista de que a fraqueza da receita deve pressionar as estimativas de lucro para 2027.
A instituição também aponta que o cenário desafiador para a carteira de crédito do agronegócio do Banco do Brasil deve seguir como um dos principais obstáculos para a BB Seguridade. Por outro lado, uma eventual aceleração do IGP-M ao longo do segundo trimestre pode trazer algum alívio para os contratos de seguros de vida.
Entre os pontos positivos, o JPMorgan destaca melhorias pontuais. A sinistralidade caiu cerca de 2 pontos percentuais na comparação anual e as contribuições em previdência voltaram a crescer de forma relevante.
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