BB Seguridade: analistas veem resultado em linha, mas alertam para desafios à frente

Analistas avaliam que a companhia deve continuar enfrentando um cenário desafiador, com o ritmo comercial mais lento do Banco do Brasil

Felipe Moreira

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(Foto: Divulgação)
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As ações da BB Seguridade (BBSE3) sobem após a divulgação de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). Os papéis da seguradora registraram valorização de 1,72%, cotados a R$ 42,07.

Na visão do Bradesco BBI, os resultados da BB Seguridade (BBSE3) vieram amplamente em linha com as expectativas.

O banco destacou que o segmento de seguros superou ligeiramente suas projeções, beneficiado por uma sinistralidade menor do que a esperada na carteira de agronegócio e por uma alíquota efetiva de impostos mais favorável. Em contrapartida, a operação de previdência decepcionou, refletindo um resultado financeiro mais fraco.

Os analistas Marcelo Mizrahi e Ricardo França avaliam que a companhia deve continuar enfrentando um cenário desafiador, com o ritmo comercial mais lento do Banco do Brasil pressionando a emissão de prêmios e limitando o crescimento dos negócios.

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O UBS BB também avaliou que o resultado da BB Seguridade no 2T26 ficou praticamente em linha com as expectativas, com um pequeno desempenho acima das projeções do banco graças ao resultado financeiro.

O lucro líquido somou R$ 2,2 bilhões, queda de 4% na comparação anual e de 3% em relação ao trimestre anterior, ficando 1% acima da estimativa do UBS BB e em linha com o consenso do mercado.

Na avaliação do Goldman, embora os números fossem amplamente esperados com base nos dados regulatórios, eles continuam indicando um cenário operacional fraco e um ponto de partida difícil para os resultados de 2027, à medida que os efeitos positivos da menor sinistralidade tendem a desaparecer.

Segundo o banco, o desempenho da divisão de seguros melhorou na comparação trimestral, impulsionado principalmente pela redução da sinistralidade — sobretudo no seguro rural, movimento considerado provavelmente temporário — além de reversões de provisões e benefícios tributários.

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Por outro lado, os prêmios emitidos ficaram abaixo da meta da companhia, acumulando queda de 3,5% no ano, abaixo do guidance de -3% a +2%, reforçando um ambiente mais desafiador para a subscrição de riscos.

Na operação de previdência, o resultado financeiro foi pressionado pelo descasamento entre índices de inflação utilizados nos ativos e passivos, enquanto a captação líquida voltou ao terreno negativo.

Para o Itaú BBA, a BB Seguridade apresentou um resultado ligeiramente acima das expectativas, mas a qualidade dos números continua indicando um cenário desafiador para os próximos trimestres.

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Segundo os analistas, o principal destaque positivo foi a mudança na composição do resultado. Diferentemente de trimestres anteriores, o desempenho foi sustentado pela melhora da sinistralidade, e não pela receita financeira.

O resultado operacional, excluindo receitas financeiras, somou R$ 1,77 bilhão, ficando 4% acima da projeção do banco, impulsionado principalmente pela Brasilseg, cujo índice de sinistralidade ficou em 21,8%, 2,8 pontos percentuais melhor do que o esperado, especialmente em razão do desempenho do seguro rural.

O JPMorgan, por sua vez, avaliou que a seguradora apresentou um resultado ligeiramente melhor do que o esperado, embora continue vendo sinais de fragilidade no crescimento da operação.

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Segundo o JPMorgan, a surpresa positiva foi puxada principalmente pela Brasilseg, beneficiada por uma combinação de sinistralidade melhor do que o esperado, menores despesas decorrentes de reversões de provisões e uma alíquota efetiva de impostos ligeiramente menor na subsidiária.

Recomendações para BB Seguridade

O Itaú BBA reiterou a recomendação de venda para as ações da BB Seguridade, com preço-alvo de R$ 32. Na visão do banco, a empresa continua enfrentando perspectivas fracas para o crescimento dos lucros no curto e, possivelmente, no médio prazo, enquanto a avaliação das ações já parece adequada aos fundamentos.

O JPMorgan também manteve recomendação de venda, com preço-alvo de R$ 34.

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O Goldman Sachs, UBS BB e BBI reiteraram recomendação neutra, com preço-alvo de, R$ 39, R$ 35 e .