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SÃO PAULO – O BB Investimentos inicia a cobertura da OHL Brasil (OHLB3) recomendando compra aos papéis, destacando o bom cenário econômico projetado para o Brasil e as intenções do governo em alavancar o setor de transporte nos próximos anos, além da vasta experiência da empresa no ramo de concessões e as projeções positivas em relação aos resultados.
A equipe de análise, composta por Leonardo Nitta e Maurício Azambuja, traçam preço-alvo de R$ 83,00 para dezembro de 2011, o que representa um potencial de valorização de 38,6% com base no último fechamento. Segundo eles, apesar de a ação da companhia ter obtido forte valorização ao longo do ano (+77,8%), os múltiplos ainda permanecem descontados frente aos pares e também em termos globais.
Expectativas
As expectativas dos analistas para o setor de logística e transportes são positivas no curto e médio prazo, considerando a manutenção da expansão econômica no País e o fortalecimento do setor de infraestrutura, que deverá contar com maiores incentivos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) para financiar as obras das Olimpíadas e da Copa do Mundo.
Há também a expectativa de que parte do orçamento do governo federal será direcionado às obras do PAC II (Programa de Aceleração do Crescimento). Além disso, segundo o banco, apesar de maiores investimentos no transporte ferroviário, não há riscos de migração do transporte de cargas a médio prazo, pois esses projetos tem período de maturação elevados e não possuem a mesma capilaridade das rodovias.
Outro ponto positivo para a empresa é que, de acordo com a visão da equipe, o investimento em infraestrutura será um dos pilares do próximo governo, considerando a forte demanda criada pelo crescente fluxo de mercadorias e pessoas, que deve gerar oportunidades para novos projetos.
Expertise como ponto forte
Uma vantagem para o grupo controlador da OHL Brasil é a experiência e know-how na atuação em diferentes segmentos de infraestrutura de transportes, operando em diversos modais, como ferrovias, rodovias, aeroportos e portos. Assim, isso pode ser um ponto vantajoso para a empresa na busca de novos projetos.
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Investimentos
Apesar de as concessões federais da empresa terem concluído o segundo ano de operação com bom desempenho operacional, alguns investimentos, que totalizam aproximadamente R$ 4 bilhões, precisam ser feitos. Os analistas consideram um novo cronograma de investimentos nas rodovias federais, com projeção de R$ 570 milhões investidos pela empresa em 2010 e o restante – até atingir os R$ 880 milhões previstos – distribuídos até 2014.
“Essa variação no cronograma de investimentos, assim como a aprovação dos créditos do BNDES, que irão cobrir 65% do Capex previsto, deve propiciar maior geração de caixa no curto prazo e aumentar o retorno dos projetos, valor que acreditamos não estar ajustado no preço da ação”, concluiu a equipe.
Geração de caixa
A expectativa para a companhia é que, após a inauguração da última praça de pedágio na Fernão Dias, sua margem Ebitda (Ebitda por receita) seja elevada a níveis próximos de 50%. Aliado ao bom desempenho operacional e à aprovação de novas linhas de crédito do BNDES, a empresa poderá gerar mais caixa e reduzir, portanto, seus indicadores de endividamento, o que deve aumentar seu retorno sobre o capital.