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BB, CSN e Petrobras disparam mais de 12%; Fibria e Suzano afundam 5%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

SÃO PAULO – Como já dava para ver pelo after market do mercado americano na véspera, a Bovespa vive pregão de euforia nesta quinta-feira (17) após a Polícia Federal liberar gravação telefônica entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma. O mercado, que já abriu em disparada com a notícia da ligação, ganhou força extra após juiz anular a nomeação de Lula como ministro. Às 12h14 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 6%, batendo os 50.500 pontos. Confira os principais destaques:

Petrobras (PETR3; R$ 10,50, +9,38%; PETR4, R$ 8,13, +12,45%)
Os papéis da Petrobras disparavam com a informação, em dia de ânimo exaltado do mercado pelo noticiário político. Lá fora, o preço do petróleo Brent registrava alta de 1,98%, a US$ 41,13 o barril. 

Ainda no noticiário da petrolífera estatal, destaque para notícia do jornal O Estado de S. Paulo, que diz que a companhia planeja apresentar aos funcionários um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) para desligar até 12 mil trabalhadores, dentro do seu plano de reestruturação. Segundo fontes próximas às negociações, as condições do plano já foram definidas e devem ser apresentadas aos funcionários ainda neste semestre. A previsão é que o PDV seja incluído no Plano de Negócios para o período de 2016 e 2020, que deve ser apresentado no próximo mês. 

Segundo o analista da Haitong Sergio Tamashiro, ainda que não confirmada, a notícia é positiva, mas não muda o valuation significativamente.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 20,81, +15,04%)
Outra estatal a refletir com força o cenário político é o Banco do Brasil, cujos papéis sobem mais de 10% nesta sessão. Os bancos privados Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,54, +9,05%) e Bradesco (BBDC4, R$ 26,81, +8,81%), penalizados no pregão da véspera, também disparavam nesta sessão. 

Exportadoras
No mesmo horário, o dólar futuro afundava 2,50%, cotado a R$ 3,662. A desvalorização da moeda americana impacta negativamente sobre as ações das empresas exportadoras da Bolsa. A dupla do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 33,41, +5,33%) e Suzano (SUZB5, R$ 13,31, +6,60%) apresentava queda superior a 5%. A fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 22,69, -3,12%) registrava queda mais amena. 


Segundo o Wall Street Journal, um consultor de vendas que diz ter pago propina em nome da Embraer disse a promotores brasileiros acreditar que gestores da empresa, incluindo seu presidente Frederico Curado, sabiam dos pagamentos ilícitos ligados à venda de aviões para a República Dominicana, diz WSJ, citando resumos oficiais de declarações do consultor Elio Moti Sonnenfeld.

Curado não foi indicado ou acusado de qualquer irregularidade na denúncia criminal apresentada em 2014, informou o jornal.

A Embraer disse à Bloomberg em comunicado por e-mail que está impossibilitada de comentar as alegações citadas pelo WSJ porque a reportagem “é baseada em alegações que foram aparentemente vazadas de uma declaração confidencial de um réu em um processo que tramita em segredo de Justiça no Brasil, não estando, assim, disponível para a empresa”. A empresa disse que “mantém um processo permanente de avaliação de denúncias e continuará a tomar as ações apropriadas, conforme as circunstâncias exijam”, segundo o comunicado.

“A empresa imediatamente contratou advogados externos para conduzir uma ampla investigação interna, de forma independente”. “Os resultados da investigação são confidenciais e têm sido reportados às autoridades competentes”, informou a empresa.

Vale (VALE3, R$ 15,94, +7,56%; VALE5, R$ 11,17, +5,88%)
As ações da Vale seguem o otimismo do mercado e disparam nesta sessão, acompanhando também a alta do minério de ferro lá fora. A commodity para entrega imediata no porto chinês de Tianjin subiu 5,5% para US$ 55,40, após ter subido 1,6% na véspera. 

A disparada do minério veio acompanhando da alta nos mercados de ações e outras commodities, após Fed ter sinalizado menores elevações da taxa de juros neste ano em meio às incertezas globais, o que eleva o apetite dos investidores por risco. Os ganhos, também vistos nos mercados futuros em Cingapura, no entanto, podem ser de difícil sustentação, dado que a demanda sasonal por aço na China permanece lenta. A demanda chinesa por aço pode ganhar ritmo ao final de março ou no início de abril, com aumento das atividades de construção conforme o tempo fica mais quente, disse o analista da consultoria CRU em Pequim, Richard Lu.

Além disso, segundo o Estadão, a Vale ameaça cortar 50% da produção em Minas, caso não consiga aprovar licenciamento ambiental de 88 projetos em análise. Cabe lembrar que ontem a Samarco foi rebaixada de Caa1 para Caa2 pela Moody’s; a perspectiva negativa.

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JBS (JBSS3, R$ 11,74, +3,62%)
A companhia de alimentos JBS teve prejuízo líquido de 275,1 milhões de reais, ante lucro líquido de 618,8 milhões de reais um ano antes, em meio a um forte aumento das despesas financeiras, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira. No ano, a companhia teve lucro líquido de 4,6 bilhões de reais, alta de 127,9 por cento sobre o resultado em 2014, quando foi 2,036 bilhões de reais.

As despesas financeiras líquidas totalizaram 1,737 bilhão de reais, incluindo despesas relacionas a proteção de variação de moedas, no total de 1,336 bilhão reais no trimestre. A receita líquida no trimestre cresceu 37,5 por cento na comparação com 2014 e encerrou dezembro em 47,161 bilhões de reais. Na comparação com o terceiro trimestre, a receita cresceu 9,6 por cento.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês) ajustado entre outubro e dezembro foi de 3,131 bilhões de reais, queda anual de 4,8 por cento. A média de estimativas de analistas obtidas pela Reuters apontava receita de 47,593 bilhões de reais e Ebitda de 3,349 bilhões. Entre as prioridades da JBS em 2016 estão o crescimento orgânico e a “excelência operacional”, que também citou a geração de caixa livre e redução da alavancagem. Segundo o Bradesco BBI, os resultados foram em linha com o esperado.

CPFL Renováveis (CPRE3, R$ 12,80, -0,54%)
A CPFL Renováveis quer investir R$ 2,1 bilhões e analisa aquisições, segundo o presidente Andre Dorf falou à Bloomberg em entrevista por telefone. As usinas eólicas são as mais competitivas entres as renováveis, afirmou o CEO. 

Totvs (TOTS3, R$ 28,62, -11,39%)
A Totvs divulgou resultado do quarto trimestre, com um lucro líquido ajustado pró-forma de R$ 49,5 milhões, queda de 39% na comparação anual. 

O Itaú BBA espera reação negativa a “resultados desapontadores com compressão adicional de margem”, enquanto o Santander destaca que “o resultado de Ebitda, receita e lucro líquido provavelmente desapontarão o mercado e levarão a uma reação negativa, especialmente depois do forte”.

Mais informações em breve

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