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SÃO PAULO – Apesar de um início tranqüilo, a terceira semana de agosto poderá gerar desdobramentos diferentes em relação ao cenário político interno, após a divulgação de novas denúncias. No cenário externo, o petróleo recuou, mas começou a mostrar seu impacto sobre a economia.
Neste contexto, a bolsa brasileira fechou a semana em queda acumulada de 1,14%, enquanto o dólar comercial avançou 3,33%. Os juros futuros também encerraram a semana em alta.
Cenário interno: novas turbulências
A despeito das fortes revelações na sexta-feira, a semana parecia tranqüila no início. No cenário econômico, o balanço da semana foi positivo. Sem surpreender o mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa básica de juros da economia brasileira em 19,75% ao ano, mesmo com a manutenção da tendência de desaceleração dos índices de preços.
Cenário externo: petróleo afeta economia
No cenário externo, apesar de ter registrado queda durante a semana, o petróleo seguiu sendo o centro das atenções. A commmodity impactou fortemente os preços ao consumidor nos EUA e na Alemanha, mas o maior estrago foi no índice de preços ao produtor norte-americano, que apurou inflação duas vezes maior do que a esperada.
A elevada cotação do petróleo também mostrou seu efeito nos dados da Produção Industrial dos Estados Unidos. Tanto o Industrial Production quanto o índice que mede a atividade industrial na região da Filadélfia vieram abaixo do esperado.
Dólar atinge R$ 2,45
O dólar comercial encerrou a semana em alta de 3,33%, sendo cotado a R$ 2,45 no fechamento desta sexta-feira, quando acabou encerrando com valorização de 2,94%. A deterioração do cenário político fez a moeda apresentar a maior alta desde maio de 2004 nesta sexta-feira.
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No mercado de juros futuros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2007, que apresenta maior liquidez, projetou taxa de 18,50% na sexta-feira, frente a uma taxa de 17,98% no encerramento da semana anterior. Já a taxa anual do CDB pré-fixado de 30 dias fechou a 19,65%, pouco abaixo da taxa de 19,68% da semana anterior.
Finalmente, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a semana em queda de 1,14%, sendo cotado a 26.644 pontos. Com a deterioração do cenário político e a perspectiva de que a blindagem ao presidente Lula e ao ministro Palocci possa não mais funcionar, o pessimismo atingiu o mercado acionário brasileiro e o Ibovespa recuou.
Próxima semana: cenário político e ata
Na quarta semana de agosto, além da atenção redobrada ao cenário político, o mercado deve acompanhar a divulgação da ata do Copom, que sai na quinta-feira e deve trazer pistas sobre o rumo da Selic nas próximas reuniões da entidade.
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Nos Estados Unidos, o destaque da agenda econômica fica com o discurso do chairman do Federal Reserve, Alan Greenspan, que acontece na quinta-feira. A trajetória dos preços do petróleo nas bolsas internacionais também deve ser acompanhada.