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A presidenta do Banco do Brasil (BBAS3), Tarciana Medeiros, afirmou, nesta quinta (13), que o banco está lançando mão de estratégias para dirimir a adimplência no segmento agro, que ainda veio elevada no balanço do segundo trimestre de 2026.
Na frente de gestão estratégia de crédito, a executiva citou, em teleconferência sobre os resultados do trimestre, a qualificação no processo de cobrança como responsável por recuperação de crédito em cerca de R$ 2 bilhões, com crescimento de mais de 50% em relação ao primeiro tri.

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Em relação às novas operações ligadas ao Plano Safra, 70% das transações já foram com alienação fiduciária como garantia. “Temos quase 600 mil clientes produtores rurais que tomam crédito conosco”, diz, com Plano Safra de até R$ 210 bilhões.
A executiva falou sobre a carteira potencial do banco para o programa de renegociação agro através da MP 1.376/2026. “Vamos começar pelas operações inadimplentes e vamos avançar para demais. Com essa atuação, a nossa expectativa é nos próximos meses retomar patamares de pontualização em 90%”, afirma.
Para o Felipe Prince, VP de controles internos e gestão de riscos, a expectativa de melhora no agro não será decorrente apenas da MP. “Com a redução das incertezas que rondavam em relação a negociação, é possível que retomemos o nosso índice de pontualização”, diz, citando a mesma métrica que a CEO trouxe (90% de pontualização).
“Nem todo o valor de R$ 100 bilhões poderá entrar nas taxas da MP. É possível que aconteçam operações via prorrogação. Nem todos buscarão uma renegociação. Por isso, o nosso foco inicial é principalmente no produtor inadimplente”, afirma Gilson Bittencourt, VP de agronegócios e agricultura familiar. Na sequência, a expectativa é que clientes adimplentes com operações prorrogadas sejam endereçados.